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Política

Do ódio à escuta: o que o Brasil pode aprender com uma linha direta da capital chinesa

Revista Fórum ·
Do ódio à escuta: o que o Brasil pode aprender com uma linha direta da capital chinesa

No dia 4 de outubro, os brasileiros foram às urnas votar no primeiro turno das eleições brasileiras.

Brasileiros no exterior podem votar apenas para presidente, e na porção continental da China a votação acontece em apenas três cidades: Beijing, Shanghai e Guangzhou.

Como muitos brasileiros no exterior precisam viajar longas distâncias para votar, é comum haver muitas abstenções.

Mas para quem viaja, é também uma oportunidade para rever amigos e passear.

No início de outubro, a eleição brasileira acontece na época do feriado chinês do Dia da Pátria, celebrado em 1° de outubro, aniversário de fundação da República Popular da China.

Para mim foi um dia alegre, reencontrei vários amigos brasileiros e comemorei a vitória histórica de Lula na China.

O candidato do PT ganhou de lavada em Beijing e Shanghai e, pela primeira vez, também venceu em Guangzhou.

Um Brasil polarizado Tomado pelo entusiasmo, fui a um bar celebrar com amigos.

Chegavam notícias das vitórias de Lula na Nova Zelândia, na Austrália, na Coreia do Sul e outros países.

As informações sugeriam uma vitória tranquila da esquerda.

Foi aí que uma amiga portuguesa jogou um balde de água fria no meu otimismo: “nunca foi fácil vencer a extrema direita.” Ela tinha razão.

Na América Latina sempre foram os golpes de Estado que mataram regimes democráticos, nunca tivemos algo parecido com a experiência europeia, onde homens como Hitler, Salazar e Franco chegaram ao poder pelo voto popular para depois, com apoio do legislativo, obter o controle do judiciário, mudar as leis e consolidar um regime autoritário.

Mas o que mais me chamou a atenção, nos dias seguintes, foi o retorno de um discurso violento às redes sociais, incluindo ameaças de morte, episódios de racismo, vídeos de uma criança com arma na mão, e trocas de insultos.

Enquanto isso, a imprensa publicava análises que indicavam, entre outros pontos, que muitos eleitores de esquerda não compareceram às urnas por medo de serem agredidos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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