Lula é reeleito presidente do Brasil e conquista 4° mandato
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.
Com a vitória, o petista, que completa 81 anos na terça-feira (27), conquista seu quarto mandato presidencial e permanecerá no comando do Palácio do Planalto até 31 de dezembro de 2030.
O resultado representa um feito inédito na história política brasileira.
Lula, que governou o país entre 2003 e 2010 e retornou à Presidência em 2023, torna-se o primeiro presidente eleito para quatro mandatos pelo voto popular.
A disputa colocou frente a frente dois grupos políticos que protagonizam o cenário nacional nos últimos anos.
De um lado, Lula buscava a continuidade de seu governo.
Do outro, Flávio Bolsonaro tentava levar a família de volta ao poder, quatro anos depois do fim do mandato de seu pai, Jair Bolsonaro, que presidiu o Brasil entre 2019 e 2022.
A eleição foi marcada pela polarização entre o PT e o grupo político ligado ao ex-presidente.
Durante a campanha, Lula defendeu a manutenção de programas sociais, investimentos públicos e medidas econômicas adotadas em sua gestão.
Flávio, por sua vez, apresentou propostas associadas ao campo conservador, com ênfase na segurança pública e em mudanças na condução do governo federal.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula recebeu 53,8 milhões de votos, o equivalente a 45,16% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou 56,1 milhões, ou 47,03%.
Como nenhum dos candidatos alcançou mais da metade dos votos válidos, a eleição foi definida no segundo turno.
De operário a presidente por quatro mandatos - Nascido em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, Pernambuco, Lula construiu sua trajetória política a partir do movimento sindical no ABC Paulista, onde se destacou como liderança dos metalúrgicos durante o período da ditadura militar.
Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, em 1980, e disputou a Presidência pela primeira vez em 1989, quando foi derrotado por Fernando Collor de Mello.
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