TSE nega por unanimidade registro de candidatura de Pablo Marçal
O Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) negou, por unanimidade, o registro de candidatura a presidente do coach e empresário Pablo Marçal nesta sexta-feira, 11.
De última hora, ele se lançou como presidenciável pelo PRTB, depois de conseguir uma liminar na primeira instância da Justiça Eleitoral de São Paulo para regressar à sigla.
Ele estava filiado ao União Brasil e tem duas condenações à inelegibilidade nas costas.
Uma delas foi recentemente revertida no TRE-SP, mas todas estão ainda com possibilidade de recurso.
Todos os ministros da Corte Eleitoral acompanharam o voto da relatora do caso, Estela Aranha.
O teor dos votos ainda não foi disponibilizado, mas o julgamento já foi concluído no plenário virtual do TSE.
Ainda é possível Marçal apresentar alguns recursos tanto à Justiça Eleitoral quanto ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a chance de conseguir reverter completamente o veredicto desta sexta é pequena.
No dia 20 de agosto, depois do fim do prazo dos registros de candidatura, o TSE já havia proibido Marçal de praticar quaisquer atos de campanha — ir a debates, sabatinas, pedir votos, fazer passeatas e acessar os recursos do fundo eleitoral — até o fim do julgamento do processo de registro de candidatura.
Por isso, o coach já estava sem agendas públicas e não foi considerado na maioria das pesquisas de intenção de voto feitas nas últimas semanas.
Marçal tentou ser candidato a presidente em 2022, mas teve problemas com a Justiça e com o seu próprio partido, naufragando nessa empreitada.
Em 2024, ele se candidatou à prefeitura de São Paulo e quase conseguiu chegar ao segundo turno, chegando próximo de Guilherme Boulos , na época segundo colocado.
A campanha dele foi marcada por turbulências e conflitos com os adversários, rendendo um arcabouço de vários processos judiciais, inclusive os que terminaram o condenando à inelegibilidade.
Continua após a publicidade A reportagem entrou em contato com a defesa e com a assessoria de Marçal.
O espaço segue aberto para manifestação.
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