Estudantes de Serrinha criam telha sustentável com material reciclado
A observação de um galinheiro construído pelo avô levou o estudante Italo Levi Pereira, do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Sisal, em Serrinha, a desenvolver uma alternativa sustentável para a cobertura de espaços rurais.
Ao lado dos colegas Helton Araújo e Vinicius Nascimento, sob orientação do professor Thales Nascimento, ele criou a Ecotelha, produzida com papel descartado, fibra de coco, cimento, areia e resíduos de telhas de cerâmica.A iniciativa busca dar uma nova utilidade a materiais que seriam descartados, além de oferecer uma alternativa econômica para a agricultura familiar.
Os componentes utilizados podem ser encontrados em escolas, estabelecimentos comerciais e locais de construção, o que favorece o reaproveitamento de resíduos na produção.
“Usamos cimento, fibra de coco e areia.
Também pegamos restos de telhas de cerâmica convencionais que estavam quebradas e seriam jogadas no lixo.
Trituramos esse material e o adicionamos à mistura, junto com o papel descartado aqui na escola.
Depois de algumas horas, retiramos a telha do molde e a deixamos em cura por algumas semanas”, disse Helton.Testes de resistência e absorção de águaPara avaliar o desempenho da Ecotelha, os estudantes realizaram testes de resistência à flexão e de absorção de água.
Os experimentos permitiram observar como o material se comporta diante de cargas e da exposição prolongada à água, fatores importantes para a utilização em coberturas.
Testes comprovaram a resistência da Ecotelha a cargas de 62 quilos e redução da temperatura em relação às peças de cerâmica - Foto: Divulgação SEC “Pegamos duas mesas, com 45 centímetros de vão, e colocamos a alça de um balde no meio da telha para avaliar sua resistência.
Aplicamos um peso de aproximadamente 62 quilos e ela resistiu.
Depois, enchemos uma betoneira, colocamos a telha na água por 24 horas para verificar se racharia ou quebraria.
Ela absorveu 9,29% de água, e o recomendado pela ABNT é de até 10%”, afirmou Italo.Os estudantes também compararam o comportamento térmico da telha sustentável com o de uma peça convencional de cerâmica.
Nos testes realizados para o projeto, a Ecotelha registrou 32 °C, enquanto a telha de cerâmica atingiu 35 °C.“Ela absorve menos calor, o que proporciona mais conforto térmico para os animais.
Nosso intuito é produzir mais telhas para ajudar a agricultura familiar e as pessoas que não têm condições de fazer uma boa cobertura”, ressaltou Vinicius.Com os resultados iniciais, a equipe pretende aprimorar o produto e ampliar gradualmente a produção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.