PM usa helicóptero e leva coração até Vitor, de 6 anos, em corrida contra o tempo
Uma operação da Polícia Militar precisou transformar cerca de 200 quilômetros de distância em uma corrida contra o tempo para levar um coração a um menino de 6 anos que aguardava um transplante em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
Em 21 de fevereiro de 2021, após a identificação de um doador compatível para Vitor Silva, de 6 anos, policiais da Base de Aviação da PM de São José do Rio Preto foram mobilizados para buscar o órgão em Ribeirão Preto. O transporte contou com o helicóptero Águia e profissionais de saúde responsáveis pela retirada e pelo transplante.
Segundo reportagem publicada pelo Jornal da Franca em 25 de fevereiro daquele ano, entre a retirada do coração e a implantação no menino foram aproximadamente 161 minutos.
Vitor havia sido diagnosticado no fim de 2020 com miocardiopatia dilatada, uma doença que compromete a capacidade do coração de bombear sangue adequadamente.
Quando surgiu a informação de que havia um doador compatível em Ribeirão Preto, a distância entre as duas cidades passou a ser um dos principais desafios da operação.
A missão começou por volta das 7h. O objetivo era garantir que o coração percorresse o trajeto entre o hospital do doador e São José do Rio Preto dentro do período considerado adequado para o transplante.
A operação ficou sob responsabilidade da Base de Aviação da Polícia Militar de São José do Rio Preto. Entre os policiais citados na reportagem estão o capitão Cortez, piloto da aeronave, além do cabo Henrique e do sargento Bianchinni.
A equipe seguiu até o hospital onde estava o doador, em Ribeirão Preto. No local, os policiais receberam os profissionais de saúde e o coração devidamente acondicionado para o transporte.
O órgão foi então levado de helicóptero até São José do Rio Preto, reduzindo o tempo necessário para percorrer a distância entre as duas cidades.
O transporte exigia rapidez porque o coração possuía uma janela de isquemia estimada em 240 minutos, ou quatro horas, conforme explicou o capitão responsável pelo voo.
Nesse contexto, a isquemia corresponde ao período em que o órgão permanece fora do corpo sem circulação sanguínea normal. Quanto menor esse intervalo, melhores são as condições para a realização do transplante.
Por isso, a operação não dependia apenas da velocidade do helicóptero. Era necessário coordenar diferentes etapas, como a retirada do coração, o acondicionamento do órgão, o embarque, o deslocamento aéreo, o pouso e a entrega à equipe responsável pelo transplante.
A operação envolveu diferentes profissionais, que precisavam atuar de forma coordenada em locais distintos. Enquanto a equipe médica realizava a retirada do órgão em Ribeirão Preto, profissionais em São José do Rio Preto precisavam estar preparados para receber o coração e realizar o transplante.
Na Base de Aviação da PM, a soldado Kelly ficou responsável pela comunicação com a Secretaria da Saúde durante a missão. O transporte, portanto, funcionou como uma ligação entre as equipes médicas responsáveis pela retirada e pelo transplante, com cada etapa dependendo da anterior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.