Operador que levou Vorcaro ao Planalto eleva capital de empresa em R$ 700 milhões
O empresário Júlio Cezar, suspeito de atuar como operador de propinas do grupo do ministro Alexandre Padilha nos fundos de pensão, aumentou em junho o capital social de sua empresa em 770 milhões de reais.
Antes, o capital social da Exclusivo Participações era de 10.000 reais.
Após a alteração, ficou em 770.343.156 reais.
A mudança foi registrada na Junta Comercial de São Paulo no dia 11 de junho.
Como VEJA revelou, dados da Presidência da República mostram que Júlio Cezar acompanhou o banqueiro Daniel Vorcaro em pelo menos duas reuniões no Palácio do Planalto.
Continua após a publicidade Os registros do Gabinete de Segurança Institucional do Planalto comprovam o que diz o banqueiro na proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR e também batem com os dados encontrados pelos investigadores no celular do banqueiro.
O primeiro encontro citado no controle de acesso do Palácio do Planalto mostra que Vorcaro e Júlio se registraram na portaria do Planalto no mesmo minuto, às 14h33, do dia 1º de março de 2024.
Continua após a publicidade Na proposta de delação em que trata do assunto, Vorcaro explica que esteve com Alexandre Padilha e Olavo Noleto e outros interlocutores nessa reunião.
“Nesse dia, estavam também o assessor Olavo, Fernando, o primo desse Olavo, e o próprio Júlio.
Nessa conversa, Padilha mais ouviu do que falou, mas afirmou que ‘o que eu tratasse com Olavo seria como se eu estivesse tratando com o próprio Padilha’”, diz Vorcaro.
Continua após a publicidade Depois dessa conversa, Vorcaro diz que recebeu Júlio, Olavo e o primo dele para uma reunião reservada em Brasília.
“Júlio, Olavo e seu primo foram em minha casa para uma conversa aberta: ‘só haveria um jeito de entrar na Previ, Petros e Postalis: mediante pagamento de propina também na ordem de 10% de tudo o que o banco captasse’”, diz.
Segundo Vorcaro, o plano era captar até 10 bilhões de reais nos cofres dos fundos de pensão de servidores da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios.
Em troca do lobby junto aos fundos, o grupo do ministro de Lula receberia 1 bilhão de reais em propina, ou 10% de tudo o que o Master tirasse dos cofres dos fundos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.