A dúvida do PT sobre o engajamento de Paes na campanha de Lula até o segundo turno
Enquanto o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), e seu entorno estão mergulhados com empenho total na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), para tentar ampliar a vantagem do senador em território fluminense no segundo turno, o PT não sabe qual será o nível de dedicação de Eduardo Paes (PSD) em prol da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por enquanto, o ex-prefeito, que tirou uns dias de folga na serra, não fez menção ao petista nas manifestações após o primeiro turno.
Por uma questão de estratégia, Paes manteve uma distância de segurança em relação ao presidente durante a campanha e deixou de participar de alguns atos de Lula no Rio.
A avaliação era a de que a aproximação poderia prejudicá-lo, especialmente junto ao eleitorado do interior, mais resistente ao PT.
Aliados acreditavam que o alinhamento com o presidente poderia levar à transferência da rejeição do petista ao ex-prefeito.
Apesar dos movimentos calculados, após a derrota, Paes culpou a nacionalização da campanha pelo desempenho nas urnas.
Do lado adversário, a aposta sempre foi refletir a polarização nacional para impulsionar Douglas Ruas na eleição.
Entre o PT do Rio, pairam incertezas sobre o papel do ex-prefeito na campanha até o segundo turno.
O sonho do partido era que Paes vencesse no primeiro turno para ficar livre para trabalhar pela eleição de Lula sem temer represálias do eleitorado.
Em tese, com a derrota, ele teria o mesmo grau de liberdade, mas o afastamento deixou os petistas em dúvida.
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