Estudo em MS propõe pagamento a produtor que preserva habitat da onça-pintada
Produtores rurais que mantêm áreas de vegetação usadas pela onça-pintada e convivem com a presença do animal poderiam receber pagamento pelos serviços ambientais prestados à conservação da espécie.
A proposta parte de um estudo desenvolvido a partir de dados de Mato Grosso do Sul por pesquisadores do IOP (Instituto Onça-Pintada) e de outras instituições brasileiras e estrangeiras.
O trabalho usa o Estado como modelo para transformar áreas consideradas prioritárias para a sobrevivência da onça em unidades territoriais diretamente ligadas às propriedades rurais.
A ideia é criar condições para programas de PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) que recompensem a manutenção do habitat, estimulem o cumprimento da legislação ambiental e também considerem as perdas de gado provocadas pelos felinos.
Entre os autores estão Leandro Silveira e Anah Tereza de Almeida Jácomo, do Instituto Onça-Pintada, além de pesquisadores ligados à UFG (Universidade Federal de Goiás), UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Universidade Federal de Jataí, Tohoku University, no Japão, IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia) e MPF (Ministério Público Federal).
O ponto de partida dos pesquisadores é que a conservação da onça não pode ficar restrita aos parques e reservas públicas.
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