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Justiça mantém prisão de Canella e Amim; PF apreendeu 20 veículos de luxo e 33 armas

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Justiça mantém prisão de Canella e Amim; PF apreendeu 20 veículos de luxo e 33 armas

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A Justiça Federal manteve, nesta sexta-feira (16), a prisão preventiva dos seis presos na 8ª fase da Operação Unha e Carne: o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) , o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, e os inspetores Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira.

A decisão veio após as audiências de custódia, um dia depois das prisões. As preventivas (sem prazo para serem encerradas) foram decretadas pelo ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal).

Por intermédio da defesa, Canella afirmou: "Confio em Deus e na Justiça e tenho certeza de que tudo será esclarecido."

O advogado de Amim aguarda acesso à decisão. A defesa dos irmãos Gaspar Fernandes afirmou que a prisão os surpreendeu e que irá analisar as provas. A reportagem não identificou a defesa dos outros presos.

Segundo balanço da PF ( Polícia Federal ), a operação, realizada na quinta-feira (15), apreendeu 20 veículos de luxo, 33 armas, cerca de R$ 90 mil em dinheiro, 14 celulares, 49 joias e relógios de luxo, além de mídias, equipamentos eletrônicos e documentos.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca, no Rio, em Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

A PF investiga o uso de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio para ocultar recursos supostamente desviados da Prefeitura de Belford Roxo, que Canella comandou.

Moraes também determinou o sequestro de bens e valores, o bloqueio de até R$ 700 milhões e a suspensão das atividades de 112 empresas, 96 delas postos, além do afastamento do escrivão da PF Fábio Henrique Ferreira dos Santos.

Segundo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões entre 11 de maio de 2020 e 12 de março de 2026, em operações que envolvem 835 pessoas e empresas.

"Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações", disse a PF, em nota.

Os investigados são suspeitos de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

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