Caso Gustavo: entenda contradições em depoimentos do pai e da madrasta identificadas pela polícia
Veja detalhes dos depoimentos do pai e da madrasta de Gustavo Feitosa A Polícia Civil identificou contradições nos depoimentos de Igor Veloso de Sousa e Kathellen Moreira, pai e madrasta de Gustavo Veloso, criança de 3 anos encontrada morta na casa do pai com sinais de violência no dia 3 de agosto.
Ambos estão presos preventivamente e são investigados por homicídio duplamente qualificado e tortura.
Os pais da criança viviam separados e travavam disputas na Justiça.
Segundo o laudo pericial ao qual o g1 teve acesso, a morte ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Madrasta e pai Igor Gustavo Veloso de Souza Reprodução/TV Anhanguera Entenda as contradições Em depoimento à polícia, Igor Veloso sustentou a tese de acidente doméstico, alegando que a morte da criança ocorreu por um “afogamento normal” na piscina, enquanto ele se distraía no celular.
Relatou que retirou o filho da água, banhou-o na ducha e o colocou para dormir.
Afirmou que a sensação de frio no corpo do menino lhe pareceu “normal de quem estava no ar-condicionado”, alegando ter entrado em desespero apenas na manhã seguinte, ao tentar acordá-lo.
Já a madrasta, Kathellen Moreira, declarou que esteve no quarto por volta das 6h50 para pegar um remédio e não notou nada de errado com o menino, afirmando inclusive que a criança teria feito um gesto com os olhos ao acenderem a luz.
Disse também que, por volta das 9h, o casal saiu de casa e permaneceu circulando de carro sem destino definido, em direção a Lajeado.
Os investigadores, entretanto, perceberam contradições nas versões apresentadas durante o trabalho pericial.
Na mesma noite, o delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, foi informado pelo Instituto Médico Legal (IML) de que a morte de Gustavo não havia sido causada por afogamento e que havia indícios de crime.
Em nota enviada à TV Anhanguera, a defesa de Igor e Kathellen informou que o casal está contribuindo, na medida do possível e dentro dos limites legais, com as investigações, e que permanece à disposição das autoridades para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações ainda estão em andamento.
Segundo a pasta, neste momento, não há outras informações que possam ser repassadas para não comprometer o andamento das apurações.
A conclusão do inquérito ocorrerá após o cumprimento das diligências necessárias.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tocantins.