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Ministério Público denuncia Adilsinho e mais três por morte de advogado

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Ministério Público denuncia Adilsinho e mais três por morte de advogado

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O Gaeco (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou e obteve a decretação da prisão preventiva de mais quatro acusados de envolvimento na morte do advogado Rodrigo Crespo, em fevereiro de 2024.

O advogado, de 42 anos, foi assassinado a tiros na calçada da avenida Marechal Câmara , no centro do Rio, em frente ao escritório no qual era sócio.

No mesmo edifício fica a sede estadual da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e, na mesma via, os prédios da Defensoria Pública e do Ministério Público.

Entre os denunciados está o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, que já estava preso, assim como outro envolvido. Um policial militar foi preso nesta segunda-feira (24) e um homem pessoa é considerado foragido.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Adilsinho, apontado como uma das principais lideranças da chamada nova cúpula do jogo do bicho, encomendou o assassinato do advogado por considerar que a atuação dele representava risco aos seus interesses na exploração do mercado de apostas online.

Os investigadores dizem que na época do crime os contraventores analisavam a entrada no mercado das bets, um segmento que também despertava o interesse de Crespo.

De acordo com o Ministério Público, o advogado procurava financiadores para um empreendimento de grande porte e havia exposto a intenção de abrir um sporting bar, com máquinas semelhantes à caça-níqueis, um universo historicamente explorado pelos bicheiros.

"Os elementos da investigação indicam que a escolha do local, do horário e do modo de execução não foi aleatória, havendo fortes indícios de que a organização buscou conferir ao crime caráter ostensivo e intimidatório, com o propósito de transmitir uma mensagem de poder e dissuasão a potenciais concorrentes ou a terceiros que viessem a contrariar seus interesses econômicos/criminosos", diz a denúncia.

Adilsinho nega o envolvimento dele no crime. "A acusação carece de substrato fático e revela um padrão ao novamente vincular Adilson a crimes sem apresentar provas concretas de sua participação", diz nota da defesa.

Um dos denunciados teria feito a vigilância da vítima nos dias anteriores ao assassinato, com identificação dos horários e locais favoráveis à execução. Outros dois são acusados de fornecer material e monitorar Crespo até o momento do crime, no carro usado pelo atirador.

A 3ª Vara Criminal do Rio recebeu a denúncia do Ministério Público e determinou a manutenção de Adilsinho em presídio de segurança máxima pelo prazo de três anos. O policial militar denunciado teve decretada a suspensão de suas funções públicas e o porte de arma.

Adilsinho foi preso em fevereiro deste ano em Cabo Frio, na região dos Lagos. Contra ele havia ao menos dois mandados de prisão em aberto: um no âmbito de investigações relativas a contrabando de cigarro falsificado e um outro relativo à suspeita de ser o mandante do homicídio de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ocorrido em outubro de 2022.

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