Petz Cobasi chega a nível de dívida que pode abrir caminho para novo upgrade da Moody’s
A Petz Cobasi chegou a um nível de endividamento que pode abrir caminho para uma nova melhora de rating pela Moody’s Local Brasil.
A alavancagem bruta ajustada do grupo caiu para 1,9 vez o Ebitda nos doze meses encerrados em junho, já abaixo do patamar de 2 vezes apontado pela agência como uma das condições para uma eventual elevação da nota.
A Moody’s mantém atualmente o rating de emissor da Petz em AA+.br, com perspectiva estável, mesma classificação atribuída à terceira emissão de debêntures da companhia.
O relatório divulgado nesta semana não representa uma nova ação de rating, mas atualiza a avaliação de crédito do grupo após a combinação entre Petz e Cobasi.
Para que haja um novo upgrade, porém, não basta permanecer abaixo de 2 vezes.
A agência afirma que a companhia também precisa avançar de forma consistente na captura das sinergias da fusão, preservar níveis adequados de rentabilidade e manter liquidez forte.
No sentido oposto, uma alavancagem próxima ou superior a 3 vezes de forma sustentada poderia pressionar o rating.
A tendência projetada pela Moody’s é de manutenção do indicador em níveis baixos.
A agência estima alavancagem entre 1,7 e 2 vezes nos próximos 12 a 18 meses e entre 1,5 e 2 vezes em 2027, sustentada pelo fortalecimento da geração de caixa e por uma política financeira considerada conservadora.
Continua após a publicidade O grupo encerrou junho com R$ 638 milhões em caixa e aplicações financeiras e R$ 2,4 bilhões em dívida bruta ajustada.
Desse total, R$ 1,9 bilhão corresponde a passivos de arrendamento das lojas.
A Moody’s considera o cronograma de vencimentos administrável e projeta fluxo de caixa livre entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões por ano, ainda sem incorporar os ganhos esperados com as sinergias da fusão.
A integração entre Petz e Cobasi segue sendo o principal ponto de atenção.
A companhia estima que as sinergias possam adicionar entre R$ 200 milhões e R$ 260 milhões ao Ebitda, mas a Moody’s ressalta que a captura desses ganhos dependerá da execução da integração operacional, comercial e logística do novo grupo.
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