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Dólar abre em alta nesta quinta após EUA aumentarem recompra de títulos do Tesouro

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Dólar abre em alta nesta quinta após EUA aumentarem recompra de títulos do Tesouro

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Às 9h16, a moeda norte-americana subia 0,31%, cotada a R$ 5,1939. Na quarta-feira (19), a divisa fechou em queda de 0,85%, a R$ 5,177, enquanto a Bolsa subiu 0,85%, aos 167.830 pontos, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos.

O movimento enfraqueceu o dólar também no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante seis outras divisas, recuou 0,26% durante a sessão.

A Bolsa também foi beneficiada. Na máxima, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, chegou a subir 2,41%, aos 170.340 pontos.

Nesta quarta, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que dobrará o volume de recompras de títulos de longo prazo da dívida pública americana, em uma tentativa de dar mais liquidez ao mercado após a forte alta dos rendimentos desses papéis.

O órgão informou que elevará de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões o volume das operações de recompra de títulos com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos. Segundo o Tesouro, a medida busca "oferecer maior suporte à liquidez" nos segmentos mais longos do mercado de dívida, avaliado em US$ 30 trilhões.

A decisão teve impacto nos mercados. Os preços dos títulos do Tesouro americano e seus rendimentos se movem em direções opostas: quando os preços dos Treasuries caem, os investidores exigem rendimentos maiores para comprá-los; quando os preços sobem, os rendimentos recuam.

Assim, rendimentos mais altos nos Treasuries tornam os títulos americanos mais atraentes em relação a ativos de outros países, o que tende a favorecer o dólar e pressionar mercados emergentes, como o Brasil. O movimento contrário, como o observado nesta quarta-feira, tende a favorecer ativos desses mercados, como real e Bolsa.

A decisão de ampliar as recompras ocorre em um momento de crescente tensão no mercado de títulos mais importante do mundo. Na terça-feira (18), o rendimento dos títulos de 30 anos chegou a quase 5,34%, o maior nível desde 2007.

Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, a recompra atua como um mecanismo de alívio tático de curto prazo para garantir liquidez ao mercado americano.

"Não é uma ferramenta capaz de alterar estruturalmente a trajetória dos juros longos. A tendência de longo prazo das taxas americanas é ditada por fundamentos macroeconômicos, como a persistência da inflação , o ritmo de crescimento econômico, o tamanho do déficit fiscal do governo e a condução da política monetária pelo Fed ", diz.

A analista vê espaço para o Brasil se beneficiar do diferencial de juros em relação aos Estados Unidos em momentos de maior tensão no mercado. No chamado carry trade, investidores buscam ativos de países com juros mais altos para se beneficiar da diferença de remuneração, o que pode favorecer os ativos brasileiros.

Para ela, contudo, caso os juros longos americanos voltem a subir com força, o cenário para os ativos brasileiros pode se deteriorar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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