MP mira grupo que operou R$ 70 milhões de drogas entre SP e RJ para o CV
O Ministério Público do Rio de Janeiro compre hoje prisão preventiva de quinze suspeitos de integrar um grupo ligado ao CV (Comando Vermelho) que transportava drogas e lavava dinheiro.
Denúncia diz que o grupo levava toneladas de drogas de São Paulo para o Rio. Segundo a investigação, empresas de transporte e logística eram usadas como fachada para esconder as cargas ilícitas em meio a mercadorias regulares.
Mandados de prisão são cumpridos hoje na Operação Ícaro, de acordo com o MP. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa e são executadas com apoio da Polícia Civil do Rio, das polícias civis de São Paulo e de Alagoas, além da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
A apuração também aponta uma estrutura para lavar dinheiro do tráfico, com movimentações acima de R$ 70 milhões. O órgão diz que empresas registradas em nome de laranjas eram usadas para dar aparência legal aos recursos.
Investigação começou a partir de apurações sobre Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o "My Thor", apontado como liderança do Comando Vermelho. Registros de contabilidade do tráfico indicaram pagamentos elevados atribuídos a ele para Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, o "Boss", o que levou ao aprofundamento do caso, segundo o MP.
Denúncia cita duas apreensões ligadas ao esquema de transporte entre São Paulo e o Rio. Foram 715 kg de cocaína e maconha em Guarulhos, em fevereiro de 2024, e 73 kg de cocaína em Seropédica, em maio do mesmo ano.
O MP sustenta que "Boss", preso ontem, comandava a estrutura de fornecimento de drogas. A denúncia também atribui aos policiais militares Claudio Tavares da Silveira e Diego Portella Batista apoio armado, além de participação na distribuição de drogas e no recolhimento de valores.
Outro grupo de denunciados é apontado como responsável por logística, transporte e cobrança. Segundo o MP, Petterson Suzuki Marques Trindade ("Pet"), Rafael de Menezes Faustino ("Alemão"), Renato Ivo de Oliveira e Felipe Santos de Oliveira atuavam nessas frentes.
Investigação lista suspeitos que receberiam drogas no Rio para redistribuição. Entre eles estão Pedro Henrique Mesquita da Silva ("Tiquinho"), Thiago Claudio Duarte Chagas ("Cabeça"), Matheus Eduardo Tentempo Lima ("Dourado!), Anderson Santanna da Silva ("Gão"), Anderson Adriano de Oliveira ("Dnort") e Bruno de Lemo Garcia ("Bruninho").
Denúncia também aponta dois suspeitos como laranjas no esquema. Alsuece Alves de Assis ("Sussu") e Simone Alexandrino teriam sido usados para registrar empresas e movimentações.
O UOL tenta localizar a defesa dos 15 citados. O espaço segue aberto para manifestação.
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