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Diretor da Microsoft critica Anthropic por simular consciência em IA

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Diretor da Microsoft critica Anthropic por simular consciência em IA

16 Set (Reuters) - Mustafa Suleyman, diretor de IA da Microsoft , afirmou que compartilha do foco ​da Anthropic no gerenciamento seguro da ​IA, mas alertou para os riscos na forma como a empresa rival treina seu chatbot Claude com conceitos relacionados à consciência ​e aos ⁠interesses de ​bem-estar.

Suleyman defendeu a remoção de toda especulação ⁠sobre consciência dos documentos de treinamento ​de IA, argumentando que tal linguagem poderia comprometer a capacidade da humanidade de controlar sistemas superinteligentes.

“Estamos ‌todos focados no mesmo objetivo, ‌que é ​tentar controlar uma superinteligência”, disse Suleyman à Reuters em uma entrevista na terça-feira. “Acho que esse será o maior ‌desafio que enfrentaremos no Século 21.”

Suleyman afirmou que ensinar ao Claude que ele poderia merecer bem-estar “tornaria muito mais difícil desligá-lo ou controlá-lo”.

A controvérsia surge em um momento em que aumentam as preocupações com a segurança da IA. O presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defende um ritmo mais lento no ‌desenvolvimento de modelos de ponta para permitir que as medidas de segurança acompanhem o avanço, enquanto o ​presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, e Elon Musk também pedem maior cautela em ‌relação aos sistemas mais poderosos.

Suleyman, em um artigo publicado na quarta-feira, reconheceu a “seriedade e boa-fé” da Anthropic, referindo-se ‌a Amodei e sua ‌equipe como pesquisadores ponderados e com princípios, que se preocupam genuinamente com o ⁠futuro da humanidade.

Suleyman afirmou que a Anthropic cometeu um erro ao incorporar especulações sobre a consciência nos materiais de treinamento do Claude, argumentando que as afirmações do modelo sobre ​possíveis sentimentos ou ​status moral não podem ser tratadas como evidências independentes, pois seu treinamento incentiva tais reflexões.

“Acho que eles têm boas intenções e estão realmente tentando trabalhar em prol da segurança. Mas acho que cometeram um erro”, disse ele. “Essas reflexões não surgem naturalmente. Elas surgem como ⁠resultado do regime de treinamento.”

(Reportagem de Jeffrey Dastin, em San ​Francisco, e Akash Sriram, em Bengaluru)

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