TSE condena ex-vereador e o torna inelegível por violência de gênero
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenou por unanimidade o ex-vereador de Nova Friburgo (RJ) José Sebastião Rabello , conhecido como Zezinho do Caminhão (Solidariedade) , pelo crime de violência política de gênero contra a vereadora Priscila Pitta (PSB) .
Zezinho é pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.
Com a decisão desta quinta-feira (13), o TSE também suspendeu os direitos políticos e declarou o ex-vereador inelegível .
A condenação foi a um ano de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de multa.
Leia Mais OEA enviará missão para acompanhar eleições de 2026 no Brasil STF dá 24 meses para Congresso regulamentar mineração em terras indígenas BRB: Audiência no STF termina sem acordo, e GDF e União seguem negociando O caso ocorreu em março de 2022, nas dependências da Câmara Municipal de Nova Friburgo.
Segundo o processo, durante uma discussão sobre uma emenda apresentada pela vereadora, Zezinho dirigiu ofensas e ameaças a Priscila, além de afirmar que iria isolá-la politicamente na Casa.
Testemunhas relataram que o então vereador chamou Priscila de “mentirosa” e “vagabunda” .
O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) havia absolvido o ex-vereador.
A Corte regional entendeu que, apesar de as declarações serem censuráveis, não havia provas suficientes de que ele tivesse agido com o objetivo de dificultar o mandato de Priscila por ela ser mulher.
Também considerou que as falas estavam protegidas pela imunidade parlamentar.
O entendimento foi revertido pelo TSE.
Relator do caso, o ministro Dias Toffoli concluiu que as agressões ultrapassaram os limites do debate político e tiveram o objetivo de constranger e dificultar a atuação parlamentar da vereadora.
Para Toffoli, a imunidade parlamentar não pode ser usada como proteção para práticas discriminatórias ou ilícitas.
O ministro também aplicou ao caso o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero , do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) , destacando as desigualdades enfrentadas pelas mulheres nos espaços de poder político.
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