Academia e quadra de areia: casas de luxo são alvo de buscas da PF em operação que prendeu deputado e ex-chefe da Polícia Civil
PF cumpre mandados em casas de luxo no RJ Reprodução Coberturas e imóveis de alto padrão em Icaraí, Camboinhas, Itaipava e Angra dos Reis estão entre os endereços alvos de mandados de busca e apreensão na 8ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF).
Os imóveis chamam a atenção pela estrutura e pelos espaços de lazer.
Entre os elementos identificados estão uma piscina gigantesca, áreas com cadeiras e móveis em madeira, espaço lounge para receber convidados, adega e mesa de pingue-pongue.
Na adega localizada em uma das casas, a PF encontrou dinheiro no espaço destinado aos vinhos.
PF acha dinheiro dentro de adega do policial civil José Carlos Alves de Souza Júnior, preso em operação Montagem/g1 ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Em uma das propriedades também é possível ver uma academia particular.
Uma outra casa possui uma quadra de areia e diversas dependências, com padrão muito superior ao de residências convencionais.
A Operação mira um grupo que, segundo a Polícia Federal, usava 96 postos de combustíveis no Grande Rio e na Região dos Lagos para lavar dinheiro, com participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
PF cumpre mandados em casas de luxo no RJ Reprodução PF cumpre mandados em casas de luxo no RJ Reprodução Entre os presos estão Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, e Marcus Amim, delegado e ex-secretário estadual de Polícia Civil.
Ambos já haviam sido alvo de buscas na 6ª fase da operação, em julho.
Ao todo, agentes saíram para cumprir 6 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, durante sessão na Alerj Divulgação As ordens foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação também está inserida no contexto da ADPF 635, a ADPF das Favelas, que determinou, entre outras providências, que a PF conduzisse investigações sobre relações de agentes públicos com grupos criminosos no RJ.
De acordo com um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas, das quais 96 são postos de combustíveis e revendas associadas.
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