Operação mira grupo que enviou haxixe escondido em eletrodomésticos por plataforma de e-commerce
Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
Divulgação/MP-SP Uma operação deflagrada pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quinta-feira (15) tem como alvo uma organização criminosa que atua no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro por meio de encomendas enviadas por plataforma de e-commerce.
A investigação da PF, batizada de Operação Yellow Code, aponta que o grupo usava eletrodomésticos, como fornos elétricos, bebedouros e cooktops, para ocultar carregamentos de haxixe enviados do sul do país para destinatários na capital paulista e na região metropolitana.
Os agentes estão nas ruas para cumprir 14 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo, São Caetano do Sul, Praia Grande, Pinhais (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Palhoça (SC), além do bloqueio de bens e valores de 19 pessoas físicas e jurídicas..
O inquérito foi instaurado em setembro de 2025 após uma denúncia indicar que moradores do bairro de Americanópolis, na zona sul de São Paulo, vinham recebendo dezenas de encomendas suspeitas desde 2024.
Segundo a denúncia, os pacotes escondiam grandes quantidades de drogas em mercadorias aparentemente lícitas.
A plataforma de e-commerce fez uma investigação preliminar e compartilhou as informações com a polícia.
As suspeitas ganharam força após a plataforma de e-commerce identificar remessas de uma empresa com forte odor de entorpecentes.
Funcionários da plataforma submeteram os volumes a inspeções por raio-X e acionaram a Polícia Federal.
Perícias confirmaram a presença de haxixe oculto em eletrodomésticos.
Em três apreensões, foram encontrados cerca de 12,8 quilos da droga escondidos em dois fornos elétricos e um bebedouro.
Com base nas apreensões realizadas e no padrão identificado nas encomendas, a Polícia Federal estima que o grupo possa ter movimentado mais de 514 quilos de maconha e haxixe somente nos três núcleos principais investigados.
Segundo os investigadores, o lucro obtido pelo esquema pode ter ultrapassado R$ 5 milhões.
A suspeita é que a empresa investigada tenha realizado mais de 500 remessas semelhantes para diversas regiões do país, o que elevaria o volume transportado para quase três toneladas de droga e movimentação superior a R$ 30 milhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.