CNPJ agora tem letras: como empresas podem se adaptar
Desde julho, novas inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica podem utilizar o formato alfanumérico, que combina letras e números em parte da identificação da empresa.
A mudança, adotada pela Receita Federal para ampliar as combinações disponíveis, não altera os CNPJs existentes.
Com isso, os formatos numérico e alfanumérico passam a coexistir no mercado.
A loja abre, o caixa funciona, os pedidos entram e as notas fiscais continuam sendo emitidas.
À primeira vista, tudo parece normal, até que um novo fornecedor aparece com um CNPJ diferente dos demais: no lugar de apenas números, o cadastro também traz letras, e o sistema não reconhece o documento.
O que começa como uma incompatibilidade em um campo pode rapidamente chegar a outras etapas da operação.
O fornecedor não entra no cadastro, a nota fiscal não é processada, a mercadoria não segue o fluxo esperado e uma falha de sistema pode acabar afetando o estoque e, no limite, a venda.
Esse cenário passou a fazer parte da rotina das empresas brasileiras em 2026.
Bairro de Curitiba aparece na lista dos dez com metro quadrado mais caro do País Ponto de atenção Para os sistemas, essa convivência é o ponto de atenção.
“Um sistema pode continuar funcionando normalmente com toda a base antiga e dar a impressão de que está preparado.
A falha só aparece quando entra na operação uma empresa com o novo CNPJ.
Se o ERP não conseguir processar esse cadastro, podemos ter desde problemas na entrada de mercadorias até impossibilidade de emitir uma nota fiscal para um cliente pessoa jurídica”, explica Chrystian Scanferla, head de Negócio da Irrah Tech.
No varejo de moda, por exemplo, o CNPJ aparece em diferentes momentos da operação.
Antes de uma peça chegar à arara ou ficar disponível no e-commerce, a informação pode passar por fornecedores, compras, recebimento, estoque, ERP, emissão fiscal, PDV, logística e marketplaces.
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