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Florestas queimavam perto do Polo Sul há 90 milhões de anos e carvão microscópico ficou preso num testemunho retirado sob o gelo

O Antagonista ·
Florestas queimavam perto do Polo Sul há 90 milhões de anos e carvão microscópico ficou preso num testemunho retirado sob o gelo

Análise de sedimentos profundos revela que a região hoje coberta por gelo abrigou vegetação densa e focos de fogo no passado.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A existência de florestas na Antártida durante o período Cretáceo revela como o planeta mantinha temperaturas elevadas no passado remoto. Amostras colhidas sob a espessa camada de gelo comprovam a ocorrência de incêndios florestais recorrentes naquela região há noventa milhões de anos.

Durante o período Cretáceo , cerca de 90 milhões de anos atrás, a região polar registrava temperaturas globais significativamente mais quentes. A vegetação local era composta por florestas pantanosas densas, similares às matas temperadas atuais, sobrevivendo mesmo com longos meses seguidos de intensa escuridão no inverno.

Esses ecossistemas contavam com árvores do grupo das coníferas e samambaias primitivas adaptadas às condições climáticas do continente. Consequentemente, a grande concentração de biomassa criava um ambiente propício para a retenção de carbono e formação de solos altamente ricos em matéria orgânica ao longo de milênios.

A perfuração de sedimentos na Antártida Ocidental permitiu resgatar amostras profundas que preservaram fragmentos microscópicos de carvão. Essa evidência direta confirma que queimadas espontâneas ocorriam de maneira bastante frequente na vegetação pantanosa, impulsionadas pelo clima continuamente aquecido e por relâmpagos.

Além disso, os pesquisadores analisaram a presença de turfeiras antigas, demonstrando que o fogo consumia a camada superficial do solo. Esse processo contínuo gerou depósitos duradouros de fuligem que ficaram sepultados sob extensas camadas sucessivas de rocha e gelo continental.

A seguir, os principais sinais de queimadas identificados no material analisado:

As análises químicas e geológicas apoiadas pela National Science Foundation identificaram uma ampla variedade de compostos preservados nas rochas polares. Entre os achados mais relevantes sobressaem pedaços de resina fossilizada, além de grãos de pólen e esporos botânicos em ótimo estado de conservação.

Por outro lado, a presença constante dessas estruturas indica um ciclo ativo de vida vegetal e decomposição rápida do solo. Essas descobertas fornecem dados preciosos sobre o tipo de flora diversificada que habitava as proximidades do Polo Sul antes do congelamento definitivo da região.

Na tabela abaixo, veja um resumo dos materiais encontrados e seus significados:

O estudo aprofundado dos sedimentos profundos auxilia os cientistas na reconstrução precisa dos modelos climáticos do planeta ao longo das eras geológicas. Compreender o aquecimento do passado é fundamental para avaliar como os ecossistemas terrestres reagem a variações extremas de temperatura global.

Dessa forma, o conhecimento sobre a história da Antártida amplia significativamente a precisão das projeções ambientais futuras. O monitoramento contínuo dessas evidências revela a alta sensibilidade das regiões polares frente às mudanças na composição atmosférica da Terra.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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