Leia as mensagens trocadas entre Lulinha e amiga lobista
Novas mensagens trocadas entre Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha , e Roberta Luchsinger foram reveladas nesta 5ª feira (20.ago.2026) pelos jornalistas Ricardo Chapola e Laryssa Borges, da Veja .
Eles tiveram acesso ao inquérito policial que investiga a dupla.
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Luchsinger foram alvo da Operação Sem Desconto , que investiga um esquema de desvio de dinheiro de pensões e aposentadorias para financiar propinas a fim de facilitar o fechamento de licitações com o Ministério da Saúde .
De acordo com a Polícia Federal , a investigação revelou uma relação de tráfico de influência que envolve Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS , Roberta Luchsinger , Lulinha , Fernando Bittar, amigo e antigo sócio de Lulinha, e Marco Aurélio Santana, o ex-chefe de gabinete de Lula conhecido como Marcola .
ENTENDA O Careca do INSS contratou a lobista Roberta Luchsinger, que era próxima de nomes do PT de São Paulo, para agir em favor dele e viabilizar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao governo federal para serem utilizados no SUS (Sistema Único de Saúde).
De acordo com a investigação, ela recebeu R$ 1,5 milhão em 5 parcelas pelo serviço.
Uma das relações próximas de Luchsinger era com Lulinha .
A suspeita é de que ele, por intermédio de Luchsinger, atuou para que o Careca do INSS fosse recebido no Ministério da Saúde e tentasse fechar o negócio.
Ela, Lulinha e Bittar mantinham um grupo de WhatsApp com o nome “Musaranhos” para discutir os negócios relacionados ao esquema.
Musaranho é um pequeno mamífero, similar a um rato.
Luchsinger atuava como a principal articuladora do esquema, responsável por conectar o grupo a empresários, operadores financeiros, advogados e agentes públicos, gerenciando a parte financeira e as tratativas diretas.
Enquanto isso, Lulinha foi apontado como beneficiário indireto das negociações, mantendo uma postura discreta para evitar exposição mas ainda assim tendo grande poder de decisão.
Segundo o inquérito, a intermediação era estruturada justamente para preservá-lo.
O papel de Bittar, que ficou conhecido pelo seu envolvimento no escândalo da Lava-Jato, sendo um dos proprietários do sítio de Atibaia cuja posse foi atribuída a Lula, consistia em dar sustentação e participar ativamente da intermediação de interesses privados perante agentes e órgãos da Administração Pública Federal.
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