Fundos imobiliários (FIIs) reduzem endividamento em 2026, mas um segmento foge à regra
Depois de acender um alerta entre os cotistas em 2025, o endividamento dos fundos imobiliários perdeu força em 2026.
A alavancagem dos FIIs de tijolo que integram o IFIX , principal índice da indústria na B3, recuou — embora um setor seja exceção à regra.
Um levantamento do BTG Pactual mostrou que a relação entre dívida líquida e fluxo de caixa provenientes das operações ( FFO ) da classe passou de 2,1 vezes , no ano passado, para 1,4 vez , em 2026.
O índice avalia o tempo que o fundo levaria para cobrir as dívidas caso mantivesse o fluxo de caixa constante.
Em 2025, o indicador havia mostrado uma tendência de alta, ficando acima do patamar de 1,9 vez registrado em 2024 e acendendo um alerta no mercado.
Além da queda do índice dívida líquida/FFO , a relação da média ponderada entre dívida total e ativo total também recuou, passando de 15% , em 2025, para aproximadamente 13% , em 2026.
Segundo Caio Araujo , analista da Empiricus Research , a queda dos indicadores foi impulsionada por uma série de fatores, como o momento operacional saudável dos portfólios dos FIIs .
O especialista avalia que a continuidade desse cenário positivo gera um aumento gradual do FFO.
O custo de captação elevado também reduziu a emissão de dívidas no geral.
“O aumento no volume de ofertas de FIIs no último um ano e meio, seja com pagamento em dinheiro ou por troca de cotas, naturalmente reduz a dívida por ativo”, afirmou Araujo ao Seu Dinheiro , portal parceiro do Money Times.
Para o especialista, a queda da alavancagem representa um ajuste de risco na estrutura de capital dos fundos.
Vale lembrar que, em meio aos juros ainda em patamares restritivos, a redução do endividamento é sempre bem-vinda.
A alavancagem por segmento dos FIIs Entre os segmentos que reduziram a alavancagem, os fundos de galpões logísticos foram destaque.
Segundo o levantamento, de 2024 para o primeiro semestre de 2026, a relação dívida por ativo recuou de 15,8% para 11,8% na média.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.