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Política

Tratamento experimental deve chegar em breve a Lito Sousa

O Antagonista ·
Tratamento experimental deve chegar em breve a Lito Sousa

Composto ainda sem testes em humanos foi liberado pela Anvisa para uso compassivo contra doença de Creutzfeldt-Jakob

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O piloto e influenciador Lito Sousa , 59, dono do canal Aviões e Músicas , deve receber entre esta sexta-feira, 11, e domingo, 13, o ALN-6457, substância experimental desenvolvida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals para tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob .

A Anvisa autorizou a importação do composto em caráter excepcional no dia 4 de setembro, e a família havia informado na ocasião que o produto levaria de sete a nove dias para chegar ao país.

O ALN-6457 nunca passou por ensaios clínicos em seres humanos , o que torna incertos tanto sua eficácia quanto eventuais efeitos colaterais. A Regeneron não informou à reportagem uma previsão para o início dos testes clínicos nem uma data para divulgar os resultados dos estudos pré-clínicos já realizados em células e animais.

Segundo a farmacêutica, as informações reunidas até agora justificam avançar para a fase de testes em humanos e liberar o uso do composto em caráter individual , embora isso não comprove que o medicamento seja capaz de combater a doença.

A proposta terapêutica consiste em diminuir a quantidade de proteína priônica saudável presente nas células do organismo.

Essa proteína, localizada na superfície dos neurônios, é a mesma que, ao adotar uma configuração anômala, passa a converter outras moléculas semelhantes e provoca a morte progressiva de células nervosas , mecanismo descrito pelo neurologista José Guilherme Schwam Júnior, da Clínica Montpellier e do Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia.

O medicamento é baseado em uma molécula de RNA de interferência (siRNA) , capaz de agir sobre o RNA mensageiro gerado pelo gene PRNP — responsável por comandar a produção da proteína priônica. Ao bloquear parte dessa instrução genética, a substância reduz a fabricação da proteína normal pelas células.

A expectativa é que, com menor disponibilidade da proteína saudável, haja também menos matéria-prima para a formação de novas proteínas anômalas, o que poderia retardar o avanço do quadro clínico . O tratamento, porém, não elimina as proteínas alteradas já existentes nem repara lesões neurológicas anteriores.

“As células priônicas que já haviam sido formadas não vão deixar de existir. Mas daqui para frente eu consigo diminuir a produção dessas proteínas anormais e lentificar a progressão da doença. A ideia é lentificar a progressão da doença priônica” , afirma Schwam.

A proteína-alvo do tratamento não é considerada dispensável pelo organismo. De acordo com revisão publicada em 2017 na revista PLOS Pathogens , ela participa da preservação da mielina periférica — estrutura que protege os nervos — e da comunicação entre neurônios, embora grande parte dessas descobertas venha de estudos com animais.

“A proteína priônica está ali no cérebro, não é à toa. Ela tem uma função, embora em grande parte desconhecida.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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