Fluminense é cruel com o desespero corintiano
A Gaviões da Fiel virou as costas quando o Corinthians entrou em campo, em Itaquera, para enfrentar o favorito Fluminense.
Faltou estampar o pedido de desculpas por ter apoiado Augusto Melo, seu vice e atual presidente Osmar Stábile, além da estapafúrdia renovação de contrato de Memphis Depay.
O menino Iago estava na zaga com Gustavo Henrique e os corintianos ralaram no gramado nas três primeiras divididas, dispostos a mostrar mais garra que organização, tanto que, no terceiro minuto, Canobbio desceu em contra-ataque e fez Hugo Souza se virar para evitar o primeiro gol.
Clássico entre o quinto colocado no Brasileiro e semifinalista na Libertadores contra o 14º e eliminado do torneio continental.
Com seis derrotas seguidas, três em casa, os alvinegros jogavam a morrer e os tricolores para chegar até ao terceiro lugar a depender do resultado entre Athletico e Bahia, hoje às 19h30.
Aos 16, outra defesa de Hugo, em arremate de Serna, desviado em Matheuzinho.
O alvinegro jogava mais para atraz que para frente, o que lhe dava falsa vantagem na posse de bola.
Aos 20 Memphis recebeu cartão amarelo por dar carrinho por trás em Martinelli, convocado para a Seleção Brasileira, ao contrário dele, fora da holandesa.
Aos 23, gol de Hulk, anulado pelo bandeirinha por impedimento, mas que dava a demonstração clara de quem estava melhor em campo.
No Brasil até a checagem do VAR semi-automático demora e foram mais de dois minutos para validar o gol em passe primoroso de Acosta: 1 a 0.
Aos 28, Serna perdeu o 2 a 0 de maneira inacreditável, ao dar a cavadinha para fora.
O Corinthians perdia pela sexta seguida no Brasileirão, a quarta em casa, a sétima incluída a derrota para o Estudiantes, a quinta em Itaquera.
A tarde na zona leste paulistana era cinzenta, chuvosa, fria e o Fluminense cruel, impiedoso, dominante, maltratava pacientemente os donos da casa. Que recorriam às faltas, principalmente sobre Canobbio, que saiu mancando para o intervalo, vítima de quatro das oito infrações cometidas até os 43 minutos de jogo.
Aos 45, Hugo fez milagre para impedir o segundo gol de Hulk, em contra-ataque de lance reclamado pelos corintianos, dentro da área carioca, em Kaio César. De fato, não houve o pênalti.
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