Consórcio imobiliário ganha espaço entre investidores e amplia seus usos
De tempos para cá, o investidor percebeu que não precisa escolher entre comprar um imóvel e manter seu capital aplicado ou disponível para o negócio.
A avaliação é de Juciel Oliveira, fundador e CEO da Monteo, e reflete o forte crescimento do segmento.
De janeiro a agosto de 2026, foram vendidas 1,14 milhão de cotas de consórcio imobiliário, um salto de 39,9% frente ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).
Em agosto, o setor já somava 3,34 milhões de participantes ativos .
O que está levando novos perfis ao consórcio imobiliário Para quem movimenta caixa ou busca rentabilidade, o grande dilema da aquisição imobiliária sempre foi o custo de oportunidade: quanto vale a pena imobilizar de uma só vez? É nesse ponto que Juciel enxerga o consórcio ganhando espaço entre investidores, um público tradicionalmente distante desse produto.
“O consórcio imobiliário acrescenta uma nova frente patrimonial sem exigir que todo o capital seja deslocado para a compra do imóvel naquele momento”, pontua Juciel.
Na prática, a pessoa física evita o resgate antecipado de aplicações financeiras vantajosas, enquanto o empresário preserva o fluxo de caixa essencial para a operação do seu negócio.
Essa dinâmica explica o avanço de pessoas jurídicas e de investidores focados em renda (como locação) no setor.
Para esse perfil, manter a liquidez significa ter margem de manobra para aproveitar outras oportunidades de mercado enquanto o projeto imobiliário avança em paralelo.
Contudo, o momento da contemplação exige alinhamento estratégico.
Como o acesso à carta de crédito depende de sorteio ou lance, quem entra na modalidade com um prazo rígido ou pensando num imóvel específico precisa calcular esse tempo de espera dentro do planejamento financeiro, alerta o CEO da Monteo.
Leia também: Consórcio em tempos de juros altos: quando ele vale mais a pena do que financiamento? Quando o imóvel entra na geração de renda A contemplação muda o jogo para quem enxerga o consórcio como uma ferramenta de multiplicação patrimonial.
Após utilizar a carta de crédito para adquirir o bem, o consorciado pode colocá-lo para locação imediatamente, mesmo enquanto continua quitando as parcelas do grupo.
Nessa estratégia, o aluguel funciona como uma nova entrada de caixa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.