Israel abre investigação sobre morte de Hind Rajab, menina de 5 anos alvejada dentro de carro em Gaza
Retrato de Hind Rajab foi colocado em praia de Barcelona, em 29 de janeiro de 2026 REUTERS/Nacho Doce As Forças Armadas de Israel anunciaram na quarta-feira que abririam investigações criminais sobre dois ataques de grande repercussão contra palestinos durante a guerra em Gaza, incluindo as mortes de Hind Rajab, de 5 anos, e sua família, e de 15 socorristas palestinos. ➡️ Rajab foi morta junto com seus parentes enquanto tentava fugir da Cidade de Gaza em meio a uma ofensiva israelense.
Tropas israelenses abriram fogo contra um veículo que transportava Hind, quatro de seus primos e seus tios.
A notícia foi divulgada em um comunicado informando a conclusão de análises sobre 150 incidentes envolvendo a conduta das tropas em Gaza e a tomada de decisões sobre cinco casos.
Tanto a morte de Rajab, em fevereiro de 2024, quanto a morte dos 15 socorristas palestinos, em maio de 2025, ganharam repercussão internacional.
A prima de Hind, Layan Hamada, de 15 anos, ligou para a central de socorro do Crescente Vermelho Palestino, informando que um tanque se aproximava e que sua família havia sido morta.
Segundos depois, mais disparos foram ouvidos e os gritos de Layan cessaram, segundo a gravação da chamada feita pelo Crescente Vermelho.
Hind foi a única sobrevivente no carro.
O Crescente Vermelho manteve contato com ela enquanto tentava obter permissão dos militares para resgatá-la.
O contato foi perdido.
Hind, seus cinco parentes e dois socorristas foram encontrados mortos 12 dias depois.
Ataque de Israel contra hospital em Gaza mata pelo menos 20 pessoas, jornalistas e socorristas estão entre as vítimas Já os 15 socorristas foram mortos quando tropas israelenses abriram fogo contra seus veículos na cidade de Rafah, no sul, e depois os enterraram em uma vala comum.
As tropas atiraram contra uma primeira ambulância que se dirigia para resgatar vítimas de uma ofensiva israelense e, em seguida, dispararam contra vários outros veículos de emergência que haviam saído à procura do primeiro, segundo imagens de celular e o relato do único sobrevivente dos disparos.
As tropas então passaram com tratores sobre os corpos e os veículos destruídos, enterrando-os em uma vala comum.
A ONU e as equipes de resgate só conseguiram chegar ao local uma semana depois para recuperar os corpos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.