Após cirurgia, viagem do papa Leão XIV à América do Sul pode ser adiada
A viagem do papa Leão XIV à América do Sul, prevista para ocorrer entre os dias 6 e 17 de novembro, poderá sofrer alterações ou até ser adiada, dependendo da recuperação do pontífice após uma cirurgia para tratar um câncer de pulmão.
Representantes da Igreja Católica no Uruguai, na Argentina e no Peru afirmaram nesta segunda-feira (19) que estão dispostos a adaptar os compromissos para preservar a saúde do líder religioso.
A possibilidade foi discutida durante uma coletiva de imprensa organizada pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), com a participação de autoridades eclesiásticas dos três países que integram o roteiro da viagem.
Apesar da preocupação com o estado de saúde do Papa, os preparativos continuam.
As lideranças religiosas ressaltaram, entretanto, que a realização da visita dependerá das condições clínicas de Leão XIV e das orientações médicas nas próximas semanas.
Igreja admite adiar viagem para preservar recuperação do Papa O bispo de Chiclayo, no Peru, Edinson Farfán, afirmou que a expectativa dos fiéis pela visita é grande, mas destacou que a recuperação do pontífice deve ser tratada como prioridade.
Segundo ele, a Igreja peruana está preparada para aceitar um eventual adiamento caso a medida seja necessária para garantir o restabelecimento de Leão XIV.
A mesma posição foi apresentada pelo cardeal Daniel Sturla, arcebispo de Montevidéu.
Ele explicou que a organização da visita ao Uruguai continua em parceria com as autoridades civis, mas que a saúde do Papa está acima do calendário de compromissos.
Sturla também admitiu a possibilidade de reduzir o número de atividades caso a viagem seja mantida nas datas previstas.
A alternativa permitiria diminuir o desgaste físico do pontífice durante os deslocamentos e encontros com os fiéis.
Argentina prepara encontros com jovens e população carcerária Na Argentina, a programação contempla atividades em Buenos Aires, Córdoba e Luján, incluindo encontros com jovens, pessoas com deficiência e integrantes da população carcerária.
O bispo auxiliar de Córdoba, Alejandro Nicolás Musolino, destacou que a visita deve representar mais do que grandes celebrações religiosas.
A proposta é aproveitar a presença do pontífice para fortalecer iniciativas pastorais e ampliar a atenção da Igreja a grupos em situação de vulnerabilidade.
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