O triunfo da serenidade sobre a arrogância
“Não sou mais a governadora sem votos”.
A declaração de Mailza Assis, proferida em coletiva de imprensa após sua vitória, transparece um indisfarçável alívio.
Tratava-se, afinal, de seu aguardado batismo nas urnas.
O dia 25 de outubro de 2026 conferiu-lhe a legitimidade democrática que, até então, repousava sobre seus ombros por obra de decisões de terceiros — por mais que a própria governadora talvez prefira outra narrativa.
Historicamente, as secretarias de Assistência Social e de Administração de Senador Guiomard, a suplência no Senado Federal e, por fim, a vice-governadoria lhe foram pavimentadas por conveniências e costuras políticas.
O destino, curiosamente, sempre atuou como seu eleitor mais fiel.
O pleito de 2026, contudo, inaugurou um novo capítulo.
A decisão de encabeçar a chapa partiu, de forma inédita, de sua estrita vontade.
Contrariando o ceticismo de muitos e a oposição velada de tantos outros, a candidata insistiu no escrutínio público.
Ansiava pela unção popular e, ironicamente para os incrédulos, obteve-a com louvor.
Com 272.635 votos, correspondentes a incontestáveis 66,21% dos votos válidos, a outrora “governadora sem votos” diplomou-se com honras perante o eleitorado.
Durante seus pronunciamentos, tanto na coletiva quanto diante do Palácio Rio Branco, o tom adotado foi de uma calma professoral, como quem demonstra que a temperança costuma ser um antídoto letal contra a soberba.
Aos que duvidavam de uma figura política cujo nome jamais havia liderado uma chapa nas urnas, Mailza ressaltou a convicção no processo que liderou: “Eu estava nas ruas todos os dias.
Eu estava nos municípios.
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