Tesouraço de Flávio Bolsonaro: de onde sairão os R$ 200 bilhões?
A promessa de Flávio Bolsonaro (PL) de promover um corte de aproximadamente R$ 200 bilhões nas despesas públicas colocou uma pergunta no centro da campanha presidencial: de onde sairá tanto dinheiro? O chamado “tesouraço” passou a ser questionado nas redes sociais.
Em um vídeo que circula nesta terça-feira (13), a crítica é justamente sobre a possibilidade de alcançar uma redução dessa magnitude sem atingir aposentadorias e programas sociais.
A questão ganha peso porque cerca de 92% das despesas primárias previstas no Orçamento de 2026 são obrigatórias , enquanto apenas 8% são classificadas como discricionárias.
Apesar da dimensão do ajuste prometido, a campanha ainda não apresentou uma estimativa detalhada da economia esperada com cada medida.
A conta dos R$ 200 bilhões A coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques , defendeu uma redução de despesas equivalente a aproximadamente 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo ela, a economia viria de medidas como o combate a privilégios, desperdícios e ineficiências administrativas, além de mudanças na gestão pública.
O tamanho da meta levanta questionamentos.
Como a maior parte das despesas federais é obrigatória, mudanças mais profundas dependeriam de alterações legais e, em determinados casos, da aprovação do Congresso Nacional.
Até agora, a campanha não apresentou publicamente quanto cada uma das medidas anunciadas representaria dentro da economia pretendida. https://x.com/GuilSMello/status/2109975032927494460?s=20 Aposentadorias e programas sociais entram no debate É nesse ponto que aposentadorias e benefícios sociais passaram a ocupar o centro da discussão.
O presidente Lula (PT) tem questionado como o adversário pretende executar o ajuste sem atingir políticas sociais.
O vídeo que repercute nas redes vai além e sustenta que a conta acabaria chegando aos programas sociais e à Previdência.
O candidato nega que pretenda cortar aposentadorias ou programas sociais.
Integrantes de sua equipe econômica também afirmam que o ajuste deve atingir privilégios e despesas administrativas.
Salário mínimo também está na conta A discussão envolve ainda a política de valorização do salário mínimo, que tem impacto direto nas despesas previdenciárias.
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