Adilsinho, chefão da máfia do cigarro, vira réu em mais um caso de homicídio
Continua após a publicidade A Justiça do Rio de Janeiro tornou réu o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho , pelo assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo , em 2024.
Outros três homens, denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ), também se tornaram réus.
A acusação foi recebida pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Capital.
Os outros acusados são o policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, que foi preso nesta segunda-feira, 24; o ex-policial civil Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, que está preso há mais de dois anos; e Rafael Ferreira Silva, o Cachoeira, que é considerado foragido da Justiça.
A execução de Rodrigo Marinho Crespo ocorreu no Centro do Rio de Janeiro, em fevereiro de 2024.
Segundo o MPRJ, na época do crime, os contraventores estavam estudando a participação no mercado de apostas online, no qual Crespo manifestava interesse em investir.
Adilsinho teria encomendado sua morte para evitar interferências na exploração econômica desse segmento.
Continua após a publicidade De acordo com a denúncia do MPRJ, o lugar e a forma que o crime foi cometido tiveram o intuito de mandar uma mensagem a rivais.
“Os elementos de investigação indicam que a escolha do local, do horário e do modo de execução não foi aleatória, havendo fortes indícios de que a organização buscou conferir ao crime caráter ostensivo e intimidatório”, diz a acusação.
Foram feitos dezoito disparos contra o advogado.
A apuração da Polícia Civil indica que o assassinato foi um ato coordenado.
A vítima vinha sendo monitorada em seus deslocamentos de sua residência, na Barra da Tijuca, ao escritório, no Centro da cidade.
O MPRJ apontou Ryan como responsável pela vigília nos dias que antecederam o homicídio.
Renato e Rafael teriam estado dentro do veículo usado pelo executor durante o assassinato.
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