Catar critica “plano dos EUA” de sanções contra o Irã
O Catar criticou nesta terça-feira (24) o plano dos Estados Unidos de intensificar sanções contra o Irã, buscando sufocar a economia da República Islâmica.
Doha classificou as medidas como unilaterais e reiterou seu apoio a esforços de mediação na crise, defendendo a liberdade de navegação no Estreito de Hormuz.
O Catar critica o plano dos EUA de sanções unilaterais contra o Irã, apoiando a mediação.
Washington apresentou a “Operação Pária Econômico”, visando cortar fluxos financeiros iranianos.
As sanções secundárias americanas foram expandidas para além do petróleo, atingindo diversos setores.
A declaração do governo catari foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Doha, Majed al-Ansari, que enfatizou a importância de a situação no Estreito de Hormuz retornar ao estado anterior à crise, garantindo a liberdade de navegação.
O Catar desempenha um papel crucial como mediador nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, ao mesmo tempo em que mantém uma posição de aliado de Washington no Oriente Médio.
Qual a proposta dos EUA? Na última segunda-feira (23), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, revelou a “Operação Pária Econômico”.
Esta iniciativa tem como objetivo principal “cortar todos os fluxos de energia econômica que sustentam o regime” iraniano.
A proposta inclui a exclusão do sistema do dólar para nações que forem acusadas de “lavar dinheiro” em benefício de Teerã, embora os detalhes sobre a implementação prática do plano ainda não tenham sido totalmente esclarecidos.
Bessent emitiu um aviso claro aos países que possam auxiliar o Irã: “Para aqueles que ajudam o Irã: não testem nossa determinação.
O presidente já está entrando em contato com líderes mundiais, exigindo que cessem suas interações com o Irã”, afirmou, sem mencionar nomes de nações específicas.
Escalada nas sanções O Departamento do Tesouro dos EUA também ampliou o alcance das sanções secundárias aplicadas a países que realizam negócios com a República Islâmica.
Anteriormente, essas sanções englobavam principalmente o mercado de petróleo, mas agora foram expandidas para incluir ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transportes marítimos.
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