“Meu maior concorrente sou eu mesma”, acredita Raquel Possamai, da Claro Empresas
Quando chegou para a entrevista de emprego que marcaria o início de sua trajetória em telecomunicações, ainda no Sul do País, Raquel Possamai ouviu do diretor a pergunta mais previsível possível: o que ela conhecia de telecom? A resposta foi tão honesta quanto desconcertante.
“Absolutamente nada.
Não conheço nada”, lembra, aos risos.
Décadas depois, a diretora-executiva de Finanças da Claro Empresas , à frente da vertical que atende o mercado financeiro na vertical B2B da operadora que incorporou a antiga Embratel, ocupa uma das poucas cadeiras do tipo no Brasil, em um setor que, nas palavras dela, até hoje não é um mercado populado por mulheres.
“Comecei a carreira em um negócio formado por homens e engenheiros.
E eu não sou nem homem nem engenheira”, resume.
Ela mesma se pergunta o que fez a diferença.
Parte da resposta, acredita, está em uma capacidade de leitura 360 graus que associa às mulheres e à maternidade.
“Não que os homens não tenham, mas conseguimos fazer essas leituras e nos adaptarmos muito bem.
A mãe é, como diz a Cris Junqueira [uma das fundadoras do Nubank], o mamífero mais competente do mundo, porque consegue fazer milhões de coisas ao mesmo tempo.” A outra parte veio do esforço, sem glamour.
Na Embratel, Raquel encarou uma série de cursos técnicos.
Um deles a levou para quase um mês na Alemanha, estudando sinalização de telefonia em plena Oktoberfest.
“Parece que tudo é muito fácil quando damos conta, mas não é”, sentencia.
E havia um foco quase obstinado no resultado, lembra.
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