O Brasil escolheu. Agora, o presidente precisa governar para todos
Encerrada a votação, o Brasil precisa começar a superar a campanha.
O presidente eleito recebeu das urnas a responsabilidade de conduzir um país que pertence também a quem votou no adversário, anulou o voto ou deixou de comparecer.
A primeira demonstração de grandeza será compreender que a vitória eleitoral não dá a ninguém o direito de tratar parte da população como inimiga.
Unificar o Brasil exige atitudes.
Ouvir críticas, respeitar a oposição, dialogar com governadores e prefeitos e distribuir recursos segundo as necessidades da população.
Um hospital não pode esperar porque o prefeito pertence a outro partido.
Uma obra necessária não pode ser abandonada porque começou em outro governo.
O dinheiro público deve atender ao cidadão, sem perguntar em quem ele votou.
O resultado das urnas também precisa ser respeitado por quem perdeu.
Fiscalizar, cobrar e apresentar alternativas são tarefas essenciais da oposição.
Alimentar permanentemente o conflito, porém, prolonga uma campanha que já terminou e dificulta a construção de respostas para problemas que atingem todos.
A pacificação depende, ainda, de instituições confiáveis.
O sistema de Justiça precisa estar aberto a mudanças que ampliem a transparência, fortaleçam a prestação de contas e reduzam a demora dos processos.
A sociedade tem direito a decisões fundamentadas, regras claras sobre conflitos de interesse e tratamento igual, independentemente do patrimônio, do sobrenome ou das relações políticas de quem procura os tribunais.
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