Listas que associam comerciantes a supostas posições políticas e incentivam boicote viram caso de polícia no Oeste Paulista
MPT soma 80 denúncias de assédio eleitoral nas regiões de Prudente e Bauru A Polícia Civil registrou um boletim de ocorrência por tentativa de difamação relacionado a publicações que incentivam o boicote a estabelecimentos comerciais em Presidente Prudente (SP).
O registro foi feito pela Delegacia Eletrônica na quarta-feira (28).
De acordo com o registro, uma vítima soube da publicação divulgada em redes sociais e aplicativos de mensagens que associava seu estabelecimento a determinada orientação político-partidária, embora, segundo a noticiante, essa posição nunca tenha sido manifestada publicamente em nome da empresa. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp A publicação também incentivaria a população a não consumir produtos, contratar serviços ou indicar o estabelecimento.
Conforme o registro, a noticiante considera que a divulgação poderia causar prejuízos à reputação e à atividade comercial da empresa.
A Polícia Civil ainda informou que, devido à recente abertura do registro, não há outras informações a serem divulgadas.
Polícia Civil registra tentativa de difamação após publicações de boicote em Presidente Prudente (SP) Reprodução/Polícia Civil LEIA TAMBÉM Comerciantes do interior de SP vão à polícia após entrarem em 'listas de boicote' político Promotor Lincoln Gakiya, conhecido por repressão ao PCC, é cotado para Ministério da Segurança de Lula Linha dura com PCC, escolta 24h e ameaças de morte: quem é Lincoln Gakiya, promotor do interior de SP cotado para ministério de Lula Notas Também nesta quarta-feira, o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Presidente Prudente, Helber Guedes, esteve no Ministério Público para apresentar registros e relatos sobre publicações que incentivam boicotes e retaliações contra pessoas e estabelecimentos associados a eleitores do partido.
Em nota divulgada pelo partido, Helber foi recebido por um promotor de Justiça, que o orientou sobre a preservação das provas e os caminhos para encaminhar os relatos.
O PT afirmou que cabe às autoridades analisar cada caso, considerando seu contexto e eventuais responsabilidades.
Também destacou que ameaças ou demissões motivadas pela escolha política de trabalhadores podem configurar discriminação e assédio eleitoral.
A nota ressalta, ainda, a necessidade de analisar publicações que incentivam boicotes sem expor pessoas ou antecipar conclusões.
O partido reafirmou o compromisso com o voto livre, a democracia e o respeito às escolhas individuais.
Também orientou pessoas que estejam sofrendo pressão ou retaliação no trabalho por posicionamento político a guardar registros e procurar o sindicato ou o Ministério Público do Trabalho (MPT).
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