El Niño: mudanças bruscas de temperatura podem afetar coração e respiração; veja como se proteger
As mudanças bruscas de temperatura , com manhãs frias e tardes quentes, podem exigir um esforço maior do organismo e aumentar o risco de problemas de saúde .
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), a amplitude térmica , diferença entre as temperaturas máximas e mínimas registradas em um mesmo dia, pode agravar doenças respiratórias e sobrecarregar o sistema cardiovascular.
Mudanças entre temperaturas altas e baixas exigem atenção com a hidratação e a saúde respiratória.
Foto: Divulgação / Sesa.
O fenômeno El Niño está entre os fatores climáticos associados às variações de temperatura observadas atualmente.
Além do desconforto causado pela necessidade de adaptar as roupas ao longo do dia, as oscilações podem provocar desidratação, tontura e alterações na pressão arterial .
De acordo com a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, pessoas com asma, bronquite e rinite podem apresentar piora dos sintomas durante esses períodos.
O ar seco e frio também pode prejudicar os mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias, facilitando a entrada de vírus e bactérias.
Outubro Rosa: Curitiba abre 33 unidades de saúde aos sábados para atendimento às mulheres Como as mudanças de temperatura afetam o organismo? Quando a temperatura sobe rapidamente, o corpo precisa trabalhar para eliminar o excesso de calor e manter a temperatura interna estável.
Nesse processo, o coração pode bater mais rápido , favorecendo a queda da pressão arterial, tonturas, desidratação e sensação de fraqueza.
Já quando o frio chega, o organismo tenta conservar o calor por meio da vasoconstrição, que é o estreitamento dos vasos sanguíneos.
Como consequência, a pressão arterial pode aumentar , elevando o esforço do sistema cardiovascular.
O risco merece atenção especial entre pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca e doença arterial coronariana.
Nesses casos, as mudanças bruscas podem contribuir para o aumento do risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
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