Lula fala na ONU pela 10ª vez; relembre todos os discursos do petista
O presidente Lula (PT) fez seu 10º discurso na Assembleia Geral da ONU hoje , pedindo o fim ao negacionismo climático, defendendo a soberania nacional brasileira, o fim da escala 6x1 e o Pix e atacando as bets, temas importantes para as eleições que acontecem em 12 dias, em 4 de outubro.
Como é tradição desde 1955, o Brasil foi o primeiro país a falar no evento. Lula participou da cerimônia em Nova York em todos os seus anos de mandato, com exceção de 2005, quando a fala ficou sob responsabilidade do então chanceler, Celso Amorim.
Primeiro discurso de Lula (PT) na Assembleia Geral da ONU. Marcado pela defesa do multilateralismo e pelo lançamento global da pauta de combate à fome.
Que minhas primeiras palavras diante deste Parlamento mundial sejam de confiança na capacidade humana de vencer desafios e evoluir para formas superiores de convivência no interior das nações e no plano internacional.
O verdadeiro caminho da paz é o combate sem tréguas à fome e à miséria, numa formidável campanha de solidariedade capaz de unir o planeta ao invés de aprofundar as divisões e o ódio que conflagram os povos e semeiam o terror. É hora de chamar a paz pelo seu nome próprio: justiça social.
Não podemos ignorar as mudanças que se processaram no mundo, sobretudo a emergência de países em desenvolvimento como atores importantes no cenário internacional.
Além de aprofundar as relações já muito relevantes com nossos tradicionais parceiros da América do Norte e da Europa, buscamos ampliar e diversificar nossa presença internacional.
Discurso focado na autodeterminação dos povos, críticas à globalização excludente e cobrança por reformas na governança global.
Barreiras protecionistas e outros obstáculos ao equilíbrio comercial, agravados pela concentração dos investimentos do conhecimento e da tecnologia, sucederam ao domínio colonial.
Hoje, é possível reconciliar natureza e progresso por meio de um desenvolvimento ético e ambientalmente sustentável.
Se fracassarmos contra a pobreza e a fome, o que mais poderá unir-nos?
Qualquer reforma que se limite a uma nova roupagem para a atual estrutura, sem aumentar o número de membros permanentes é, com certeza, insuficiente. A paz só virá como fruto da justiça.
Foi um discurso em ano eleitoral, quando o presidente tentava se reeleger para seu segundo mandato. Destacou os resultados dos programas sociais e a liderança do G20 no comércio internacional.
Aliamos crescimento e estabilidade econômica a políticas de inclusão social. O nível de vida dos brasileiros melhorou.
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