Flamengo volta a perder gols, mas abre dianteira sobre o Palmeiras
Aos três minutos no Maracanã com arquibancadas empolgantes e gramado deplorável, o Flamengo levou dois sustos no jogo contra o Bragantno: o time paulista só não abriu o placar por preciosismo e Ayrton Lucas teve de ser substituído por Alex Sandro.
Porque aos 9 quase fez 1 a 0 quando Dom Arrascaeta chutou na trave e Volpi pegou o chute à queima-roupa de Plata, no rebote.
Em seguida Carrascal achou Varella na área e da ponte Bogotá-Montevidéu nasceu o gol que pôs o Flamengo três pontos e duas vitórias à frente do Palmeiras.
Mais não veio por acaso em seguida, porque o rubro-negro amassava o Massa Bruta, embalado pelo canto incessante da Nação.
Volpi em noite iluminada evitava a goleada e deixava no ar a velha ameaça do quem não faz, toma, velha conhecida do Flamengo, aliás.
E quase não deu outra, aos 45, quando Lucas Barbosa carimbou a trave de Rossi com um tirambaço de fora da área.
E o que estava tranquilo no primeiro tempo começou menos confortável no segundo até que, aos 7 minutos, Volpi evitou mais um gol de Carrascal e, no rebote, Dom Arrascaeta, com o gol aberto, finalizou para fora.
Fato é que o segundo tempo rubro-negro estava léguas distante do primeiro e havia motivos para temer a chamada jogada vadia dos bragantinos. Não que ameaçassem, mas achados são achados, mesmo quando não procurados.
Mas, Pedro, que procurava e não achava, em meio aos pedidos da Nação por Bruno Henrique, aos 25, escorou a casquinha de Jorginho pós-escanteio de Arrascaeta e fez o 2 a 0 do alívio e do fim do jejum do goleador.
Dai para frente foi só festa e arremates de fora da área para Rossi treinar.
Aos 40, Sosa quis melar a festa, ao chutar da esquerda e ver o desvio em BH trair o goleiro argentino: 2 a 1.
A Nação pareceu nem ter visto porque não teve nem aqueles segundinhos de silêncio. Confiança pouca é bobagem apesar das peças que o futebol costuma pregar.
Leonardo Jardim ainda pôs De La Cruz e Freitas nos lugares de Arrascaeta e Plata, aos 45.
"Meeengooo, Meeengooo, Meeengooo", sem parar, com um ligeiro tom mais de preocupação que de folia, tomava o Maracanã.
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