Comédia de horror 'O segredo de Widow's Bay' é grande vencedora do Emmy
Entre recordes, poucas surpresas e momentos marcantes, Los Angeles recebeu, na noite desta segunda-feira (14), mais uma edição do Emmy. A cerimônia marcou o retorno de uma mulher ao comando da premiação após 15 anos, com a atriz Mariska Hargitay na condução do evento. A edição, porém, também gerou críticas pela ausência de diversidade entre os vencedores das categorias de atuação, todas conquistadas por atores brancos.
A festa serviu para confirmar os favoritos. “O segredo de Widow's Bay” foi a produção que mais levou Emmys, seis no total só na noite dessa segunda-feira. A comédia de horror já havia acumulado outros oito troféus na primeira etapa da premiação, realizada no início de setembro e dedicada principalmente às categorias técnicas. A série da Apple TV, lançada no final de abril, tornou-se a comédia mais premiada nos 78 anos do Emmy.
Além de conquistar os prêmios de Melhor Comédia, Direção e Roteiro, a produção também venceu nas categorias de Ator e Atriz Coadjuvantes, com Stephen Root e Kate O’Flynn, e de Melhor Ator em Comédia, com Matthew Rhys. O britânico, nascido no País de Gales, protagonizou um dos destaques da noite ao levar dois Emmys por sua atuação em duas produções diferentes: o de Melhor Ator em Comédia e o de Melhor Ator em Minissérie por O Monstro em Mim , da Netflix.
Rhys também se tornou o primeiro a vencer nas três principais categorias de atuação: drama, comédia e minissérie, já que em 2018, ele havia sido premiado por “The Americans: Rede de Espionagem”.
Sem nenhuma surpresa, The Pitt (HBO) repete a dobradinha do ano passado e leva, pelo segundo ano consecutivo, melhor série dramática e melhor ator para Noah Wyle.
Jean Smart continuou fazendo história ao conquistar seu quinto Emmy consecutivo de Melhor Atriz por Hacks (HBO Max), tornando-se a primeira mulher a vencer a categoria em todas as temporadas de uma mesma série.
Mas o momento mais emocionante da noite foi protagonizado por Michael J. Fox. O ator foi homenageado com o Prêmio Humanitário Bob Hope Humanitarian Award por seu trabalho em favor das pesquisas sobre o Parkinson.
Diagnosticado aos 29 anos, Fox compartilhou no palco como transformou a experiência com a doença em uma grande campanha mundial por pesquisas e tratamentos. Em uma cadeira de rodas e enfrentando as limitações provocadas pelo Parkinson, emocionou a plateia ao falar sobre aceitar a doença sem se render a ela.
Mas a noite também reacendeu o debate sobre diversidade em Hollywood, já que todos os vencedores das principais categorias de atuação foram brancos. Um cenário que não se repetia desde 2021.
Acompanhe todas as notícias internacionais baixando o aplicativo da RFI
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.