R$ 4 milhões em propina: veja o que se sabe sobre operação que investiga corrupção em prefeituras e câmaras
Polícia Civil cumpre 70 mandados contra suposto esquema de corrupção em 11 cidades do TO A Polícia Civil do Tocantins investiga um suposto esquema de corrupção que teria movimentado mais de R$ 10,3 milhões em recursos públicos entre 2021 e 2025.
Segundo a investigação, mais de R$ 4 milhões teriam sido pagos como propina a agentes públicos em troca de favorecimento em contratos municipais.
A Operação ÔM3GA cumpriu 70 mandados de busca e apreensão em 11 cidades nesta quarta-feira (14).
A Polícia Civil também apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude em contratações públicas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Veja abaixo o que se sabe sobre a operação: O que é a Operação ÔM3GA? A Operação ÔM3GA foi desencadeada pela Polícia Civil para investigar um grupo suspeito de atuar em prefeituras e câmaras municipais do Tocantins por meio de contratos públicos.
LEIA MAIS PC investiga esquema de corrupção suspeito de movimentar R$ 10,3 milhões em prefeituras e câmaras de vereadores Palmas registra quatro homicídios em uma semana; Tocantins soma mais de 180 casos em 2026 Vídeo mostra resgate de turista que escorregou de serra e ficou preso em penhasco no TO ao tentar tirar selfie Polícia Civil cumpre mandados em Prefeitura Municipal de Darcinópolis Divulgação Quem são os investigados? Entre os investigados estão quatro prefeitos em exercício, um ex-prefeito, vereadores que presidem câmaras municipais, advogados, contadores, empresários, secretários e servidores públicos.
Também há pessoas investigadas por possível participação em lavagem de dinheiro.
A Secretaria da Segurança Pública não divulgou os nomes dos alvos nem quais municípios são investigados.
Como funcionava o suposto esquema de corrupção? Segundo a investigação, o grupo utilizava contratos de contabilidade para se aproximar das administrações municipais.
Após conquistar espaço dentro das prefeituras e câmaras, empresas ligadas aos investigados obtinham novos contratos em áreas como engenharia, digitalização de documentos, sistemas de gestão e locação de veículos.
A investigação apontou possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes políticos, secretários, vereadores, servidores públicos e procuradores municipais em troca do favorecimento das empresas investigadas.
Qual valor foi desviado ou movimentado? As investigações apontam que empresas de contabilidade ligadas ao grupo receberam mais de R$ 10,3 milhões provenientes principalmente de prefeituras, câmaras municipais e fundos públicos.
Desse valor, mais de R$ 4 milhões teriam sido repassados como propina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Tocantins.