Problemas no sono aos 40 anos podem aumentar a chance de Alzheimer aos 80
Hábitos de sono aos 40 anos influenciam o surgimento de biomarcadores do Alzheimer aos 80, segundo um estudo realizado em colaboração por faculdades americanas e francesas.
Problemas como insônia, sonolência diurna e excesso de sono estão correlacionados a alterações cerebrais prejudiciais e níveis anormais de proteínas no sangue, o que pode aumentar a chance do desenvolvimento de biomarcadores do Alzheimer.
O levantamento acompanhou mais de 1.300 da meia-idade durante duas décadas.
Leia Mais Dia Nacional da Saúde: como estimular o cérebro ajuda no envelhecimento Endometriose é associada a risco 46% maior de diabetes tipo 2, diz estudo Transtornos alimentares: conheça os principais tipos e fatores de risco O estudo mostra que as características do sono por volta dos 40 anos estão significativamente ligadas à integridade cerebral 20 anos depois , e a níveis desfavoráveis de biomarcadores da doença de Alzheimer.
Segundo a pesquisa, a insônia foi associada a um maior grau de atrofia cerebral.
A dificuldade para iniciar ou manter o sono foi ligada a um maior índice de atrofia cerebral com padrões semelhantes aos do Alzheimer.
Participantes com insônia apresentaram uma carga de atrofia cerca de 8% maior do que aqueles sem esses sintomas.
Já a baixa qualidade do sono mostrou impacto nos indicadores de lesão neuronal.
A qualidade do descanso e a sonolência diurna foram associadas a níveis mais elevados de neurofilamento leve (NfL), um marcador de lesão neuronal e neurodegeneração.
Os resultados do estudo sugerem que o sono é um fator de risco modificável crucial, agindo muito antes dos primeiros sintomas clínicos do Alzheimer aparecerem.
Brasileiro que venceu prêmio por pesquisa sobre Alzheimer fala à CNN | LIVE CNN Como o sono é visto como um fator de risco modificável para o Alzheimer, o relatório sugere algumas maneiras de se ter um “sono saudável” na meia-idade.
O levantamento indica manter uma duração equilibrada, entre 6 e 9 horas diárias, tratar sintomas de insônia, monitorar a sonolência diurna e tratar condições subjacentes, como apneia do sono.
O estudo foi realizado em conjunto por pesquisadores das universidades: Université Paris Cité e Université Sorbonne Paris Nord, Inserm (Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França), University of Alabama at Birmingham, Northwestern University (Feinberg School of Medicine) e University of California San Francisco (UCSF).
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