El Niño: governo cria sala de situação para prevenir aumento de arboviroses
Liderado pela Casa Civil, o grupo avalia que o El Niño chegará de formas diferentes nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sul e Sudeste. Para as regiões Norte e Nordeste , as ações do governo focam no enfrentamento da estiagem e dos riscos de isolamento de comunidades devido à seca provocada pelo fenômeno.
Também estão sendo elaboradas medidas de abastecimento com atenção especial a populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Diante d o risco de redução do nível dos rios, que pode interromper a navegação, o governo avalia a antecipação e envio de estoques de combustíveis em corredores logísticos e localidades que dependem do transporte fluvial.
O monitoramento nas regiões do Norte e do Nordeste também vai considerar o risco de aumento de casos de dengue, zika e chikungunya em decorrência das alterações climáticas.
As ações incluem a preparação de kits de saúde e a definição de procedimentos para o atendimento de municípios que venham a declarar situação de emergência.
Nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, o fenômeno formado a partir do superaquecimento das águas do Oceano Pacífico deve provocar temperaturas acima do normal.
O mesmo cenário é avaliado no Sudeste. Para as duas regiões, o governo prevê a elaboração de planos para enfrentamento de queimadas e ações para lidar com o aumento da demanda energética em meio à baixa no nível dos rios, que deve prejudicar a geração de energia por hidrelétrica.
Na região Sul , o fenômeno El Niño chegará com a previsão de chuvas intensas , contrastando com as estiagens previstas para o Norte e Nordeste.
Com previsões de volumes de chuva de até 200 milímetros em apenas sete dias em algumas áreas do Sul, a sala de situação comunicou o diálogo com governos locais para a elaboração de planos de respostas às possíveis consequências de precipitações.
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