Ala do PL responsabiliza Nikolas Ferreira por derrota de Flávio em MG
Uma ala do Partido Liberal responsabiliza o deputado Nikolas Ferreira pela derrota de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais no segundo turno das eleições.
A informação foi apurada pela analista de Política Larissa Rodrigues , que ouviu fontes internas da legenda e da coordenação de campanha.
Segundo a analista, há um movimento interno de busca por culpados após o resultado adverso.
“O primeiro nome que me pontuaram, referindo-se principalmente à questão em Minas Gerais, foi Nikolas Ferreira”, afirmou Larissa durante o Bastidores CNN desta segunda-feira (26).
De acordo com o que ela apurou, havia uma confiança por parte da campanha de que não seria necessário concentrar tantos esforços no estado mineiro.
Análise: PL quer manter militância energizada e nas ruas Oposição defende impeachment de Zanin após votação ser prorrogada Quebras de sigilos, Bolsa Família e Meta pautaram reta final das eleições “Primeiro pelo resultado no primeiro turno, quando Flávio esteve à frente no estado mineiro, e segundo pela presença maciça do próprio Nikolas, que foi quase que ‘contratado’ para ser um cabo eleitoral de luxo”, destacou Larissa.
Nikolas percorreu o país em eventos de campanha, às vezes acompanhado de Flávio Bolsonaro, outras vezes não, sendo o responsável por levar as propostas e a presença do PL a diferentes localidades.
No entanto, segundo a apuração, ele teria deixado Minas Gerais em segundo plano ao priorizar outros estados.
“O que eu ouvi hoje é que não teria havido nenhum tipo de alerta dessa possibilidade de virada em Minas”, relatou Larissa.
Enquanto isso, o PT já havia identificado essa tendência e intensificado sua presença no estado.
“Há quem diga que o governador eleito Cleitinho (Republicanos-MG) também sinalizou esse aumento de intenção de voto do PT e, por isso, não se vinculou tanto à campanha de Flávio”, revelou a analista.
Outros nomes apontados como culpados Nikolas Ferreira não é o único nome citado internamente.
Larissa também ouviu referências à coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques .
O âncora Gustavo Uribe mencionou que duas declarações dela foram consideradas polêmicas, uma sobre a substituição de servidores públicos por inteligência artificial e outra sobre regras de transição do Bolsa Família.
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