Após embates com Mendonça e Nunes Marques, Gilmar defende evitar politização do TSE
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes fez uma defesa enfática da Justiça Eleitoral e disse, em postagem nas redes sociais, que é preciso proteger o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do risco de politização.
"Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure", escreveu Gilmar.
De acordo com o ministro, é preciso que o TSE continue a coibir práticas abusivas nas eleições . "Para tanto, é indispensável uma atuação altiva, imparcial e apartidária, cujo único compromisso seja com a Constituição e com as leis. O STF, por sua vez, continuará a atuar como instância de supervisão, com a firmeza que o momento exige, intervindo sempre que necessário à preservação de seus próprios precedentes e da Constituição", afirmou Gilmar.
A declaração ocorre na esteira de uma semana tensa no STF. Na sessão em que os ministros debatiam a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes , Gilmar e André Mendonça tiveram posições opostas.
Em postagem na quinta-feira, 17, Gilmar acusou Mendonça de buscar ganho político com a crise no STF ao divulgar um vídeo nas redes sociais agradecendo apoio popular. Mendonça rebateu.
Nunes Marques é o atual presidente do TSE e Mendonça, o vice-presidente da Corte Eleitoral.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.