Sem acordo, AGU decide entrar com ação contra o Dircord na Justiça Federal
A Advocacia-Geral da União ( AGU ) decidiu entrar com uma ação civil pública na Justiça Federal para obrigar a plataforma de comunicação digital americana Discord a cumprir a legislação brasileira.
A decisão foi tomada durante uma reunião do ministro da AGU, Jorge Messias, com o presidente Lula e outros integrantes do governo na manhã da quarta-feira (26/8), no Palácio da Alvorada.
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1 de 4 Discord pode ser multado em R$ 50 milhões por cada falha de segurança NurPhoto/Colaborador/Getty Images 2 de 4 Ministro da AGU, Jorge Messias VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES 3 de 4 Lula em BH Reprodução/Youtube 4 de 4 Lula em BH Raprodução/YouTube A medida representa uma mudança de estratégia do governo federal, que, até então, tentava chegar a um acordo com a plataforma americana por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O TAC tinha o objetivo de adequar as funcionalidades do Discord às regras brasileiras.
O acordo previa ainda encerrar investigações em curso e evitar novas punições à empresa americana.
A negociação, porém, fracassou.
O governo brasileiro concluiu que não houve compromisso suficiente por parte da plataforma para implementar as mudanças consideradas necessárias.
Diante do fracasso na negociação por um acordo via TAC, a AGU decidiu recorrer à Justiça Federal para exigir que o Discord cumpra as obrigações previstas na legislação brasileira.
Recentemente, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já tinha determinado a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil, após identificar falhas nos mecanismos de proteção de crianças e adolescentes.
A crise envolvendo o Discord ganhou força após a morte uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul.
Ela teria sido induzida por outros adolescentes à automutilação e ao suicídio em cenas exibidas pela plataforma.
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