O abismo do espelho: por que a maior crise de liderança é de autopercepção
Um líder pode dominar a técnica, bater metas e ainda assim liderar mal.
O que costuma faltar não está na capacidade de executar, e sim na de escutar e de se enxergar com clareza.
Há uma diferença frequente entre a imagem que o gestor tem de si e a leitura que a equipe faz dele todos os dias.
Esse desencontro custa caro, e quase nunca aparece nos indicadores que a empresa acompanha.
A lacuna entre a autopercepção do líder e a visão da equipe O relatório 2025 Global Human Capital Trends , da Deloitte , ouviu cerca de 10 mil líderes em 93 países e foi construído para medir exatamente essa lacuna.
O resultado mostra um padrão consistente: executivos avaliam o próprio cuidado com as pessoas e o progresso da organização muito acima do que os trabalhadores relatam viver.
Não se trata de má-fé.
É que o topo da hierarquia recebe informação filtrada.
Quem está abaixo aprende cedo que apontar a falha do chefe raramente compensa, então cala.
O líder interpreta o silêncio como concordância e segue convencido de uma versão de si que ninguém ao redor confirma.
O impacto do desengajamento e a importância da autoconsciência Esse erro de leitura tem efeito direto sobre resultado.
A Gallup , no State of the Global Workplace de 2025, mostra que o gestor responde por 70% da variação no engajamento da equipe, e que apenas 21% dos trabalhadores no mundo estão engajados.
Equipe desengajada entrega o mínimo, esconde problema, não cuida o cliente e pede demissão sem que o líder entenda o porquê.
A própria Gallup estima que a baixa de engajamento custa cerca de US$ 438 bilhões por ano em produtividade perdida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.