MP Eleitoral se manifesta contra candidatura de Rueda a deputado pelo Rio
O Ministério Público Eleitoral do Rio enviou nova manifestação à Justiça Eleitoral sobre a candidatura de Antonio Rueda, presidente do União Brasil, a deputado federal.
Agora, após diligências solicitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), o MPE pede que o registro de Rueda seja indeferido por ligação da campanha com chefes de milícias armadas.
O documento afirma que sua base político-eleitoral fica na Baixada Fluminense, com centralidade em Belford Roxo, estando vinculada ao grupo do ex-prefeito Márcio Canella (União Brasil), candidato a deputado estadual.
Nessa estrutura, atuariam ativamente dois personagens cujos registros a vereador em 2024 foram barrados pelo Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) “por comprovada liderança e atuação como braços políticos de milícias armadas violentas”.
Rueda nega relação com os dois.
Esses, identificadas como Luiz Eduardo Santos de Araújo e Fábio Augusto de Oliveira Brasil (o Fabinho Varandão), estariam promovendo a dobradinha Canella-Rueda “sob forte domínio de coerção territorial armada”.
A dupla chegou a integrar o primeiro escalão da prefeitura de Belford Roxo.
Além da cooptação paramilitar nessas áreas, o documento lembra investigações da Polícia Federal sobre infiltração do PCC no setor de combustíveis e lavagem de capitais.
Rueda é citado em apuração da PF por meio do depoimento do piloto Mauro Caputti.
Este acusa o líder do União Brasil de propriedade oculta de jatos executivos operados pela Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa que seria utilizada por investigados do PCC.
O MPE ressalta que admitir a homologação da candidatura de Rueda significaria “chancelar uma intolerável fraude à vedação do art.
17, § 4º, da Constituição Federal , permitindo que agentes com envolvimento em milícias armadas – cujos registros foram expressamente indeferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral nas Eleições de 2024 – continuem a exercer, pela via transversa e oblíqua, a coerção territorial para alavancar a eleição de terceiros na Baixada Fluminense”.
Continua após a publicidade O que diz a defesa A defesa de Rueda alega que a nova tese do MPE levanta hipótese de inelegibilidade “sem balizas legais ou constitucionais, fundada, ademais, exclusivamente em imputação de fato de terceiro”.
Os advogados dizem que a demonstração sobre o poder de organização criminosa à serviço da candidatura de Rueda com o seu consentimento ou coordenação foi desmentido nas diligências determinadas pela Corte Eleitoral.
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