Brasil merece ter Dino presidente após 'missão no STF', diz pupilo candidato ao Governo do Maranhão
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Felipe Camarão se empolga com a pergunta sobre a semelhança entre a sua trajetória e a de Flávio Dino , que o introduziu na política quando era governador do Maranhão.
"Total. Nesse ponto a gente é muito parecido. Ele, juiz federal, eu, procurador federal. Ele, professor de direito da UFMA [Universidade Federal do Maranhão], eu também. A diferença foi que ele, como juiz, precisou sair do cargo para ser candidato. Eu continuo procurador, meu cargo permite que eu me afaste e seja candidato. Mas a nossa origem é rigorosamente a mesma", responde.
Vice-governador do Maranhão e candidato ao governo pelo PT , Camarão, 44 anos, é um admirador fervoroso de Dino e se orgulha da condição de pupilo do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal.
"O Flávio é uma joia da República que tem que ser preservada. Acho que o Brasil merece tê-lo como presidente um dia, depois que acabar a missão dele no Supremo. Acho que ele faz muita falta na política", afirma seu ex-aluno e ex-secretário. "O Flávio, para mim, é um exemplo de cidadão, de homem, de jurista. É um brilhante, sempre foi. Tudo que eu aprendi na política foi com ele."
Camarão foi uma espécie de curinga nos dois mandatos de Dino no governo maranhense, de 2015 a 2022, assumindo alternadamente quatro diferentes secretarias, nessa ordem: Gestão e Previdência, Cultura, Governo e Educação.
Dino foi eleito senador em 2022, mas abriu mão do mandato para assumir o Ministério da Justiça no governo Lula , e quase dois anos depois foi indicado pelo pelo presidente para o STF . Quem o sucedeu no governo do Maranhão foi Carlos Brandão (na época no PSB, hoje no MDB), seu vice nos dois mandatos. Camarão, por sua vez, é vice de Brandão.
No final de 2024, segundo ano da gestão Brandão, a disputa por poder entre o governador e a ala mais próxima a Dino fez o grupo rachar . O vice Camarão, que tinha sido mantido como secretário de Educação por Brandão, se licenciou nas eleições daquele ano para coordenar a campanha de Duarte Jr à Prefeitura de São Luís, mas não reassumiu o cargo , num dos primeiros sinais do rompimento.
Dali para frente a cisão só se ampliou, se tornando uma guerra também nos tribunais, com vários processos decisivos para a política maranhense sob julgamento de Dino no STF, e queixas dos antigos aliados/novos inimigos de que ele tem usado a toga para influir nos rumos do poder no estado.
Algumas das ações relativas ao Maranhão sob a relatoria de Dino têm entre os investigados o clã Brandão e aliados do governador, como a dos desdobramentos de um assassinato à luz do dia num centro comercial numa área nobre de São Luís ou o sobre as normas para indicações ao TCE-MA .
Para Camarão, não há necessidade de Dino se declarar suspeito ao julgar esses casos porque "o muro ético-moral dele é enorme". "Eu não falo com o Flávio há meses. A gente se encontrou num velório há pouco tempo, se cumprimentou, mas eu evito falar com ele para que ninguém nos acuse de estar fazendo política.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.