Alemão é condenado à prisão perpétua por assassinato de turista em 1994
Alemão é condenado à prisão perpétua por assassinato de turista em 1994 - Assassino, hoje com 81 anos, foi identificado mais de 3 décadas depois graças à exame de DNA. Em julgamento, ele confessou ter estuprado e matado turista americana de 24 anos em fortaleza histórica na cidade de Koblenz.Um tribunal da Alemanha condenou na sexta-feira (28/08) um homem de 81 anos à prisão perpétua pelo estupro e assassinato de uma turista americana ocorrido há mais de 30 anos.
O assassinato da americana Amy Lopez, de 24 anos, ocorreu em setembro de 1994, numa fortalez histórica da cidade de Koblenz, oeste da Alemanha, e havia permanecido sem solução por mais de três décadas.
O condenado Hans S. — cujo sobrenome não foi divulgado, em conformidade com as leis de privacidade da Alemanha — só foi preso no início de 2026, quando a polícia finalmente conseguiu identificá-lo utilizando novas tecnologias de DNA.
O corpo de Lopez foi encontrado em setembro de 1994, por crianças que brincavam na área da Fortaleza de Ehrenbreitstein, na cidade de Koblenz, no oeste da Alemanha. O corpo, que havia sido deixado numa isolada seção em ruínas da fortaleza, apresentava ferimentos de faca, lesões graves na cabeça e sinais compatíveis com estrangulamento.
O tribunal regional de Koblenz concluiu que Hans S. atraiu a jovem para uma área isolada do complexo sob a falsa promessa de indicar um atalho para um albergue. Na sequência, ele então amarrou, estuprou e perfurou a vítima nove vezes com uma faca e a golpeou com uma pedra.
O tribunal concluiu que Hans S., que à época do crime tinha 49 anos e vivia a 600 metros do local, estava "à procura de uma vítima para estuprar" e que Lopez "estava tragicamente no lugar errado, na hora errada". A jovem nativa do estado americano do Texas havia desembarcado na Alemanha após ganhar a viagem do seu pai, como um presente de formatura.
À época, o crime provocou comoção em Koblenz, cidade de cerca de 100 mil habitantes. No entanto, houve pouca movimentação no caso durante décadas, até que as autoridades de Koblenz criaram uma equipe especial de investigação para "cold cases" (casos frios, em tradução livre) no ano passado. Houve repetidos apelos ao público, e o caso chegou a ser destaque, no ano passado, em um programa de TV nacional sobre crimes não solucionados.
O julgamento atraiu muitos observadores e foi intensamente coberto pela imprensa alemã até o último dia do que o juiz chamou de "caso extraordinário". Entre os presentes estavam o pai e o irmão de Amy Lopez.
"É claro que o veredito não pode desfazer o que aconteceu, nem trazer Amy de volta", disse a advogada Kathrin Kienle, que representou a família da vítima, que vive no estado americano do Texas.
"Mas o pai e o irmão de Amy me disseram que, na verdade, nunca conseguiram encontrar paz interior durante todo o tempo em que o autor do crime permaneceu em liberdade."
Segundo a imprensa alemã. até o último dia do julgamento, o réu não manifestou qualquer arrependimento ou pedido de desculpas. Após o veredito de culpa, no entanto, ele declarou: "Aceito a sentença.
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