Proibição das bets pode afetar clubes brasileiros; entenda
O Governo Federal anunciou a intenção de proibir os jogos de cassino on-line e restringir as apostas esportivas no Brasil.
O comunicado provocou forte reação entre os clubes brasileiros.Cerca de 15 dos 20 times da Série A do Brasileirão se manifestaram contra a medida e afirmam que a decisão representaria o “fim do futebol brasileiro”.Desde de 2025, o número de equipes com patrocínio das plataformas online já é menor em relação a este ano.
Ainda assim, os clubes defendem que o sistema é relevante para as competições, naming rights de estádios e publicidades na TV e em campo.
Quais times brasileiros são patrocinados pelas bets?Entre os clubes da Série A que tiveram as bets como fonte direta em mais de 10% de suas receitas em 2025 estão: Corinthians, com 17,3%, Flamengo, com 12,71%, Sport, 12,64%, e Juventude, com 10,49%.A Esportes da Sorte prevê um repasse anual de R$ 150 milhões ao Corinthians, valor equivalente a 17,3% das receitas totais do clube no último exercício, que somaram R$ 863,68 milhões.
A equipe também contou com o patrocínio de outras duas casas de apostas, entre elas a Vai de Bet, que entrou na mira do Ministério Público.Enquanto o São Paulo, com apoio da Superbet, recebeu R$ 80 milhões em 2025, 7,48% do R$ 1,07 bilhão faturado no ano.
Atualmente, a marca está na camisa desde dezembro de 2023 e, em 2026, subiu o aporte para R$ 95 milhões.
O clube possui acordo com bets desde 2019.Já o Santos assinou com a Novibet por R$ 35 milhões para 2026, mas em 2025 era patrocinado pela 7k, recebendo R$ 51 milhões.No caso do Palmeiras, o primeiro contrato com uma bet, a Sportingbet, ocorreu em janeiro de 2025, por R$ 100 milhões anuais.
O contrato correspondeu a 5,6% das receitas totais, cerca de R$ 1,73 bilhão.Proibição das bets seria o fim do futebol?A saída das bets não seria “o fim do futebol brasileiro”, segundo o diretor de indústria do esporte da EY no Brasil, Michel Fauze Mattar.No entanto, a proibição causaria efeitos relevantes de curto prazo.
“Muitos clubes incorporaram essas receitas às suas estruturas de custo, especialmente em folha salarial e contratações, e uma redução abrupta pode pressionar a liquidez e a sustentabilidade de quem se tornou mais dependente desses recursos”, destacou.Ainda assim, ele não prevê mudanças nessa dinâmica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.