Anvisa aprova novo remédio contra câncer de pulmão; Brasil é o 2º país a liberar terapia
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ) aprovou, na segunda-feira (19), o telisotuzumabe vedotina, comercializado como Emrelis, medicamento destinado a adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado ou metastático.
Com a decisão, o Brasil se tornou o segundo país a autorizar a terapia, depois dos Estados Unidos, onde o produto recebeu aprovação acelerada em maio de 2025.
Desenvolvido pela farmacêutica americana AbbVie, o medicamento é indicado para pacientes com tumores do tipo não escamoso que apresentam alta expressão da proteína c-Met e que já passaram por tratamento sistêmico anterior.
A identificação desse biomarcador é fundamental para determinar quais pacientes podem se beneficiar da terapia.
A aprovação brasileira foi baseada no estudo clínico de fase 2 LUMINOSITY.
Na pesquisa, a taxa de resposta objetiva chegou a 34,6% entre os pacientes com alta expressão de c-Met.
Isso significa que essa proporção apresentou redução mensurável do tumor, e não que os participantes tenham sido curados.
Segundo a AbbVie, a previsão é que o medicamento chegue ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2027, após as etapas regulatórias necessárias para a comercialização.
Como funciona o novo medicamento contra o câncer de pulmão? O telisotuzumabe vedotina é um conjugado de anticorpo e fármaco, tecnologia que combina um anticorpo direcionado a uma proteína específica com uma substância capaz de destruir células; Nesse caso, o anticorpo reconhece a proteína c-Met, presente na superfície das células tumorais.
Depois de se ligar ao alvo e ser internalizado pela célula, o conjugado libera o agente citotóxico responsável por interferir no funcionamento celular e provocar a morte da célula cancerígena; A proteína c-Met é um receptor envolvido em processos celulares, como crescimento e sobrevivência.
Em determinados tumores, sua expressão está aumentada, característica que pode estar associada à progressão da doença e a prognóstico menos favorável; De acordo com os dados apresentados no estudo LUMINOSITY, a alta expressão de c-Met está presente em uma parcela dos pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células não escamoso e EGFR selvagem.
A identificação desse perfil molecular permite selecionar pacientes para os quais a terapia foi desenvolvida.
Estudo identificou resposta em 34,6% dos pacientes O estudo LUMINOSITY avaliou o medicamento em pessoas com câncer de pulmão avançado ou metastático que já haviam recebido tratamento anteriormente.
Entre os participantes com alta expressão de c-Met, a taxa de resposta objetiva foi de 34,6%.
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